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Policial DOCUMENTOS FALSOS

Presos ligados a facções tentaram deixar penitenciária da Paraíba com alvarás falsos, diz investigação

Sete detentos de unidades de segurança máxima em João Pessoa chegaram a ser chamados para assinatura de soltura, mas fraude foi identificada por policiais penais

19/05/2026 às 23h30
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online com g1 PB
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Foto: Walter Paparazzo/G1
Foto: Walter Paparazzo/G1

Sete presos apontados como integrantes de facções criminosas tentaram deixar uma unidade prisional de segurança máxima da Paraíba utilizando alvarás de soltura falsificados. A tentativa de fraude foi identificada por policiais penais e posteriormente confirmada pela Justiça.

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Os detentos cumprem pena na Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, em João Pessoa, e chegaram a ser chamados para assinar os documentos de liberação. No entanto, durante o procedimento, os agentes desconfiaram da autenticidade dos alvarás e decidiram realizar a conferência antes da soltura.

De acordo com os documentos investigados, os alvarás continham assinaturas falsas de magistrados da Vara de Execuções Penais. Após consulta, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves confirmaram que não haviam expedido qualquer autorização para a liberação dos presos.

Segundo as investigações, os detentos que seriam beneficiados pelos documentos falsificados são: Clodoberto da Silva, conhecido como “Betinho”; Diego Alexandro dos Santos Ribeiro, o “Baiola”; Samuel Mariano da Silva, o “Samuka”; João Batista da Silva, conhecido como “Junior Pitoco”; Célio Luis Marinho Soares, o “Célio Guará”; Vinicius Barbosa de Lima, conhecido como “O Vini”; e Francinaldo Barbosa de Oliveira, chamado de “Vaqueirinho”.

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As apurações iniciais indicam que os alvarás teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sistema utilizado para o envio de correspondências oficiais entre órgãos do Judiciário. A suspeita levantada é de possível uso indevido de credenciais de servidores federais.

Entre os presos envolvidos, pelo menos dois cumprem penas superiores a 27 anos de prisão. Outro foi condenado a 19 anos por diversos crimes.

Após a confirmação da fraude, a juíza Andrea Arcoverde determinou medidas imediatas e classificou os documentos como falsos, elaborados “com a finalidade de fraudar a Justiça e acarretar a soltura indevida do sentenciado”.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou o caso e informou, em nota, que nenhuma soltura foi realizada graças à atuação dos sistemas técnicos e à conferência feita pelos servidores.

Ainda segundo o TJPB, foi solicitado à Secretaria de Segurança Pública da Paraíba a instauração de inquérito policial e a designação de um delegado especial para apurar toda a extensão do caso. O tribunal também comunicou o episódio à Presidência do TJPB, à Corregedoria-Geral de Justiça e às comissões de Segurança Institucional e Segurança da Informação.

A Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) informou que o sistema prisional possui protocolos rigorosos de análise e verificação documental, o que permitiu identificar inconsistências nos alvarás apresentados.

A pasta confirmou ainda a abertura de procedimento interno para apurar possível participação dos presos na tentativa de fraude. Caso haja comprovação de envolvimento, os detentos poderão sofrer sanções disciplinares e repercussões no cumprimento das penas.

Além disso, a Seap-PB encaminhou documentos à Polícia Civil para investigação da origem dos alvarás falsificados, identificação dos responsáveis e eventual responsabilização criminal.

Conforme documentos do sistema penitenciário, os presos citados ocupam posições de liderança ou influência em organizações criminosas que atuam na Paraíba e em estados vizinhos. Entre eles, estariam integrantes e chefes de facções como Comando Vermelho, Nova Okaida e Bonde do Cangaço.

Por Patos Online
Com informações do g1 PB

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