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Esportes AFASTAMENTO

William Simões assume presidência do Campinense após afastamento de Flávio Torreão

Vice-presidente do clube assume o comando da Raposa até julho, enquanto Conselho apura denúncias e falta de prestação de contas

22/05/2026 às 15h55
Por: Felipe Vilar Fonte: ge PB
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Foto: TV Paraíba
Foto: TV Paraíba

O vice-presidente William Simões assume, de forma interina, a presidência do Campinense. Ele chega ao cargo após o afastamento preventivo e provisório de Flávio Torreão e do diretor Wellington Monteirodecidido pelo Conselho Deliberativo em sessão extraordinária realizada nessa quinta-feira (21).

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O presidente provisório ficará responsável pela condução administrativa da Raposa até o dia 1º de julho, quando o Conselho voltará a se reunir para decidir se os dirigentes serão destituídos em definitivo, reconduzidos aos cargos ou permanecerão afastados.

William Simões esteve à frente do Campinense entre 2011 e 2018, período marcado por conquistas como alguns títulos de Campeonato Paraibano e o troféu de campeão da Copa do Nordeste 2013. Ele foi afastado do cargo em 2018 em decorrência da Operação Cartola, mas foi absolvido pela Justiça.

Simões retornou aos bastidores do rubro-negro em setembro do ano passado, quando foi eleito vice-presidente na chapa de Flávio Torreão.

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A resolução aprovada pelo Conselho Deliberativo também determina que a mudança no comando seja comunicada oficialmente às instituições financeiras, parceiros comerciais, à Confederação Brasileira de Futebol, à Federação Paraibana de Futebol e à Fifa.

Afastamento de Flávio

O afastamento foi motivado por uma série de denúncias e cobranças feitas pelo Conselho contra a atual gestão. Entre os pontos citados estão atrasos salariais de funcionários, ausência de prestação de contas, omissão de dívidas e denúncias envolvendo patrimônio do clube.

Segundo o documento, Flávio Torreão teria confirmado a existência de salários atrasados e prometido quitar os débitos com recursos oriundos de patrocínio da Prefeitura Municipal de Campina Grande, algo que, segundo o Conselho, não ocorreu.

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A resolução aponta ainda a suposta omissão de uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil com um escritório de advocacia, além da não apresentação de relatórios financeiros solicitados pelo próprio Conselho Deliberativo.

Já Wellington Monteiro é citado em denúncias relacionadas à retirada de uma máquina de gelo pertencente ao clube, além do suposto desaparecimento de materiais esportivos e de 28 bolas oficiais disponibilizadas pela Federação Paraibana de Futebol.

Apesar do afastamento imediato, a decisão ainda não representa a saída definitiva dos dirigentes. Flávio Torreão e Wellington Monteiro terão até o dia 20 de junho para apresentar defesa formal ao Conselho Deliberativo.

O Campinense encerrou as atividades do time profissional ao término do Campeonato Paraibano, mas pode ter um novo desafio ainda na temporada 2026. O clube ainda não confirmou se vai participar da Copa Paraíba, competição prevista para se iniciada em agosto e que dará ao campeão uma vaga na Copa do Brasil 2027.

O que acontece agora?

  • Em até 48 horas, os dirigentes afastados deverão entregar documentos, acessos institucionais e bens pertencentes ao clube, incluindo a máquina de gelo e as 28 bolas da FPF.
  • Até 20 de junho, corre o prazo para apresentação das defesas formais escritas.
  • Até 1º de julho, o relator Francisco Neto deverá distribuir relatório circunstanciado aos conselheiros.
  • No dia 1º de julho de 2026, o Conselho Deliberativo realizará nova sessão extraordinária para decidir sobre eventual destituição definitiva, retorno aos cargos ou prorrogação do afastamento preventivo.

Chegada de Torreão à presidência do Campinense

Flávio Torreão está na mesa diretora do Campinense desde 2023, quando foi eleito para o cargo de vice-presidente. Na época, seu companheiro e cabeça de chapa era Lênin Correia, que chegou à presidência após uma eleição bastante conturbada.

Em maio de 2024, Lênin Correia entregou uma carta de renúncia. Com isso, Flávio Torreão foi conduzido à presidência do Campinense. O "mandato tampão" do novo presidente durou até setembro do ano passado, quando novas eleições aconteceram. Na ocasião, Torreão foi reeleito, e uma nova diretoria, essa formada integralmente por ele, assumiu o comando do Rubro-Negro.

Com o afastamento de Torreão, William Simões, vice-presidente do clube, deverá ser conduzido para a função de presidente em exercício. Simões deve ocupar o cargo, interinamente, enquanto durar o afastamento do titular.

Fonte: ge PB

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