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Policial OPERAÇÃO PERFIDUS

Operação mira esquema de tráfico e corrupção na Paraíba; delegado e policiais são presos e Justiça bloqueia R$ 10 milhões

Ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público cumpriu mandados de prisão e busca em investigação que apura desvio de drogas, vazamento de informações sigilosas e participação de agentes públicos em organização criminosa

02/06/2026 às 08h15 Atualizada em 03/06/2026 às 00h07
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
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Fotos: TV Paraíba/PCPB
Fotos: TV Paraíba/PCPB

A Polícia Civil da Paraíba e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) deflagraram, nas primeiras horas desta terça-feira (2), a Operação Perfidus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, corrupção e outros crimes correlatos. O grupo, segundo as investigações, possuía atuação estruturada e contava com a participação de agentes públicos.

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Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades. Também foram determinadas medidas patrimoniais que resultaram no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro das atividades ilícitas e assegurar eventual reparação dos danos causados.

Entre os presos está o delegado da Polícia Civil Braz Morrone, que atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de duas décadas de atuação na segurança pública, Morrone já passou por diversas unidades policiais, incluindo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Além dele, dois agentes de investigação também foram detidos, são eles: Everton Rychelyson da Silva Aires, o “Bomba”; e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”.

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Além dos policiais civis, também foram presos:

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  • João Wicttor Alves de Lima, apontado como traficante;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral, apontado como traficante;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”, apontado como traficante;
  • José Alexandrino de Lira Júnior, o “Júnior Lira”, apontado como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte;
  • Vanessa Dantas Fernandes, apontada como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte;
  • Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”, apontado como integrante de uma facção criminosa com atuação na Paraíba.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), pela Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

Foto: Divulgação/PCPB

 

De acordo com as investigações, integrantes da organização recebiam informações privilegiadas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes para armazenar e transportar drogas. A partir desses dados, realizavam ações clandestinas utilizando a condição funcional e a aparência de legalidade proporcionada pelo exercício da atividade policial.

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As apurações apontam ainda que parte dos entorpecentes apreendidos era desviada e posteriormente comercializada ilegalmente, inclusive dentro do sistema prisional. Os lucros obtidos com a atividade criminosa seriam repartidos entre agentes públicos e demais integrantes do grupo.

Outro ponto investigado é a suposta manipulação de procedimentos policiais para conferir aparência de legalidade às ações criminosas e dificultar a descoberta do esquema. Também foram identificados indícios de retirada clandestina de drogas armazenadas em unidades policiais, oriundas de apreensões oficialmente registradas.

As investigações revelaram ainda o repasse sistemático de informações sigilosas sobre operações policiais a integrantes do tráfico de drogas, permitindo a fuga de suspeitos, a frustração de ações repressivas e a continuidade das atividades criminosas.

Segundo os órgãos responsáveis, a Operação Perfidus reforça o compromisso da Polícia Civil da Paraíba e do Ministério Público com a defesa da integridade das instituições públicas e o combate qualificado ao crime organizado. As investigações seguem em andamento para aprofundar os fatos e responsabilizar todos os envolvidos.

Foto: Divulgação/PCPB

 

O nome da operação faz referência à palavra latina Perfidus, que significa “traidor” ou “desleal”, em alusão à conduta atribuída aos investigados que, conforme as apurações, teriam utilizado estruturas e prerrogativas do Estado para favorecer atividades criminosas.

Por Patos Online

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