CLEVER
Sexta, 31 de Julho de 2026
UNIFIP
Banner Dr Paulo Arnon
Banner Dr Romulo
Banner CCAA
Policial PRISÃO PREVENTIVA

Justiça decreta prisão preventiva de delegado e agentes da polícia por esquema de desvio de drogas na Paraíba

Decisão da 2ª Vara Regional das Garantias torna as prisões de Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge preventivas. Eles estavam presos temporariamente até então.

31/07/2026 às 15h25
Por: Felipe Vilar Fonte: g1 PB
Compartilhe:
Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

A juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, da 2ª Vara Regional das Garantias, converteu as prisões temporárias do delegado Braz Morroni, dos agentes da Polícia Civil, Everton Aires e Eduardo Jorge, em prisões preventivas. Os três são investigados em um esquema de desvio de drogas. A decisão é desta sexta-feira (31).

Continua após a publicidade
Banner Guimaraes Oticas

De acordo com as investigações, os suspeitos participavam de um esquema em que identificavam locais usados para armazenar drogas por traficantes, desviavam parte dos entorpecentes durante as operações da polícia e, posteriormente, vendiam o material de forma ilegal.

Na mesma decisão, outras quatro pessoas tiveram as prisões preventivas decretadas. Veja abaixo.

  • João Wicttor Alves de Lima;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
  • José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira").

Em paralelo, a magistrada também estabeleceu que a prisão temporária em caráter domiciliar de Vanessa Dantas, investigada como suposta "tesoureira" do esquema no Sertão da Paraíba, fosse convertida em prisão preventiva, mas mantendo-a presa na própria residência.

Continua após a publicidade
Cultura Patos

Na semana passada, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) havia denunciado os três suspeitos por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. Anteriormente, a Polícia Civil havia indiciado os três no âmbito da Operação Perfidus.

O g1 entrou em contato com as defesas de Braz Morroni, Everton Aires, conhecido como "Bomba", e Eduardo Jorge, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa dos demais citados não foi localizada.

A operação

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Continua após a publicidade
Banner Avelloz Interno

Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.

O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.

Quem é quem no esquema

O principal apontado como operador do grupo criminoso é o investigador da Polícia Civil, Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba".

Conforme a decisão judicial que autorizou a operação e mostra a suposta participação do esquema, ele seria o elo entre policiais e traficantes, responsável por guardar drogas desviadas, negociar carregamentos de cocaína e skunk, organizar a contabilidade clandestina, orientar integrantes do grupo sobre lavagem de dinheiro e até atuar em esquemas paralelos de importação irregular de mercadorias e comercialização de anabolizantes.

O documento também menciona movimentações financeiras consideradas incompatíveis com sua renda e diversas transações com suspeitos ligados ao tráfico.

Eduardo Jorge Ferreira - agente da Polícia Civil

Também conforme a decisão, outro personagem do esquema é o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca".

O documento judicial afirma que ele participava diretamente das ações de subtração de drogas, monitorava carregamentos de facções, manipulava rastreadores instalados em veículos e armazenava entorpecentes em sua residência.

O documento destaca ainda movimentações financeiras milionárias, relações comerciais consideradas suspeitas e mecanismos de ocultação patrimonial por meio de empresas e terceiros.

João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth e Paulo Ricardo - integrantes do grupo criminoso

Outro apontado pela investigação é João Wicttor Alves de Lima, conhecido como "Vitor", que a Justiça coloca como responsável por armazenar, refinar e comercializar drogas fornecidas pelos policiais, além de realizar transferências financeiras para integrantes do esquema.

Brendo Roberth Fernandes Sobral, o "Breno", seria subordinado de João Wicttor e atuaria na guarda, refino e distribuição dos entorpecentes. Já Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como "Galinha", é apontado como informante dos policiais e distribuidor de drogas, fornecendo informações sobre depósitos de facções rivais em troca de parte das cargas desviadas, além de participar da movimentação financeira do grupo por meio de empresas próprias.

José Alexandrino de Lira Júnior - chefe de distribuição de carregamentos de drogas

Com atuação principalmente voltada para o Sertão da Paraíba, José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como "Júnior Lira", é descrito como líder da distribuição de grandes carregamentos de drogas na região etambém no Rio Grande do Norte, financiando remessas interestaduais e mantendo relações diretas com Everton, citado anteriormente.

Dankennedy Vieira - integrante de facção criminosa

A decisão também menciona Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como "Babau", integrante da facção criminosa Nova Okaida. Segundo a investigação, ele teria sido uma das vítimas do desvio de drogas praticado pelos policiais e foi quem divulgou imagens nas redes sociais que deram origem às apurações. Ele foi o único que não foi preso no cumprimento do mandado de prisão. Todos os outros citados anteriormente, foram presos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Patos, PB Atualizado às 16h01 - Fonte: ClimaTempo
33°
Tempo limpo

Mín. 18° Máx. 34°

Sáb 34°C 19°C
Dom 33°C 19°C
Seg 33°C 19°C
Ter 33°C 20°C
Qua 30°C 21°C
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Colégio Santo Expedito
RR Madeiras