
Fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmaram que o governo americano respeitará o resultado das eleições brasileiras, independentemente do posicionamento político do governo escolhido pelos eleitores.
A declaração foi dada por meio de nota ao repórter Danilo Moliterno, da CNN Brasil, em meio às recentes tensões diplomáticas entre Brasília e Washington e ao impasse envolvendo a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.
“Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil”, diz a nota. O comunicado também destaca que os Estados Unidos mantêm relações com governos de diferentes correntes políticas no país.
O governo brasileiro ainda não concedeu o agrément necessário para que Perez assuma a representação diplomática. Segundo as fontes ouvidas pela CNN Brasil, a decisão brasileira pode continuar sendo adiada até depois das eleições, enquanto o processo ainda deve levar algum tempo.
Na sexta-feira (7), o Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Perez para o cargo. A nomeação, entretanto, depende do aval do governo brasileiro para ser concluída.
A situação ocorre em meio a outros atritos entre os dois países. Em março, o Brasil negou vistos a integrantes de uma delegação americana que participaria de um fórum sobre minerais críticos. Mais recentemente, autoridades brasileiras também recusaram vistos de viagem a integrantes de alto escalão do Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) dos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Estado americano, a negativa de vistos a diplomatas dos Estados Unidos e a demora na concessão do agrément contribuíram para uma medida de reciprocidade envolvendo a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, que teve o visto americano revogado.
A justificativa apresentada pelo governo dos Estados Unidos é de que as restrições adotadas nas relações diplomáticas entre os países não devem ocorrer de maneira unilateral.
Por Patos Online
Com informações da CNN Brasil
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