CLEVER
Quarta, 26 de Agosto de 2026
Banner Dr Paulo Arnon
UNIFIP
Banner CCAA
Brasil ESCALA 6x1

Relator no Senado vai manter texto da Câmara para agilizar aprovação da 6x1

Omar Aziz deve protocolar relatório nesta quinta-feira (27) para votar proposta na CCJ já na próxima semana

26/08/2026 às 22h30 Atualizada em 26/08/2026 às 22h59
Por: Higor Oliveira Fonte: Metrópoles
Compartilhe:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O senador e líder do PSD no Senado, Omar Aziz (AM), deve protocolar, nesta quinta-feira (26/8), o seu parecer pela admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. A medida tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deverá ser votada na próxima semana.

Continua após a publicidade
Banner Avelloz Interno

Aziz não pretende alterar o texto proveniente da Câmara, conforme antecipou o relator ao Metrópoles depois de ser indicado para a relatoria. A estratégia é manter o teor, já conhecido para os parlamentares, e permitir que caso aprovado na comissão e no plenário siga para promulgação, sem voltar à Câmara.

O que diz a PEC do fim da escala 6×1:

  • Reduz o atual teto de jornada de 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso sendo um deles, preferencialemente, aos domingos;
  • Transição será de duas horas reduzidas após 60 dias da promulgação e outras duas horas 12 meses depois dessa primeira redução, totalizando 14 meses;
  • Redução da jornada não poderá acarretar redução salarial nem a proporcional remuneração em razão da nova carga horária;
  • Permite acordos coletivos para casos específicos de cada categoria;
  • Ficam fora das regras de controle de jornada empregados que recebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS à exceção do funcionalismo público;
  • Contratos públicos que dependam da mão de obra deverão ser revisados em até 12 meses, valendo a redução após aditamento;
  • Prevê uma lei complementar para medidas tranistórias de auxílio a microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte, como o aumento do teto e permissão para contratar mais de um funcionário.

A redução da jornada de trabalho é uma das quatro prioridades elencadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O trio se reuniu na quarta-feira em mais um gesto de aproximação.

Continua após a publicidade
Banner Guimaraes Oticas

O governo Lula voltou a pressionar pelo avanço da pauta nas últimas semanas em meio ao distensionamento na relação com Alcolumbre. Os acenos resultaram no despacho da 6×1 e da PEC da Segurança à CCJ, comissão que deverá votar as medidas durante o esforço concentrado.

Alcolumbre, porém, não se comprometeu em levar a redução da jornada de trabalho ao plenário e encerrar a tramitação na próxima semana. O presidente do Senado disse, à imprensa após a reunião e ao lado de Lula, que as PECs estão recebendo o tratamento “regimentalmente adequado” na CCJ.

Articulação

Líderes da base governista seguirão tratando para viabilizar a votação na próxima semana e deverão apresentar um requerimento de urgência para apreciação no plenário, mas a decisão final é do presidente, a quem também cabe decidir se irá quebrar o interstício e acelerar a tramitação no plenário.

Continua após a publicidade
Cultura Patos

Pelo regimento, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão no plenário antes de ser colocada em votação em primeiro e segundo turno. Tramitação que, se seguida, não daria tempo hábil para encerrar a votação na próxima semana, como é o desejo do governo Lula. Além do Planalto, Alcolumbre também é pressionado pela oposição e setores produtivos.

Empresários devem fazer uma nova ofensiva em Brasília durante o esforço concentrado para barrar a chegada do fim da escala 6×1. Sindicatos patronais, deverão elencar impactos no custo das operações e os recentes casos de pedidos de recuperação judicial de grandes varejistas para tentar convencer senadores e o presidente.

Antes e depois da PEC chegar ao Senado, e em meio à disputa de forças com Lula, Alcolumbre havia se comprometido em reuniões com empresários que daria uma ampla discussão à PEC e que o Senado não se comportaria como “casa carimbadora” de matérias provenientes da Câmara.

A aliados na oposição, por outro lado, disse que não colocaria essa PEC em votação no plenário até depois das eleições. Aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também procuram o presidente do Senado para tentar segurar a pauta.

Fonte: Metrópoles 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Atualizado às 21h00 - Fonte: ClimaTempo
°

Mín. ° Máx. °

Qui °C °C
Sex °C °C
Sáb °C °C
Dom °C °C
Seg °C °C
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
RR Madeiras