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Brasil APURAÇÃO

PF vai abrir inquérito para investigar incêndio na UFPE; prejuízo estimado é de R$ 100 milhões

Incêndio destruiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide) da UFPE. Prejuízo estimado é de R$ 100 milhões

08/10/2026 às 07h50
Por: Felipe Vilar Fonte: Metrópoles
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Foto: reprodução
Foto: reprodução

A Polícia Federal (PF) vai instaurar inquérito para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na zona oeste do Recife, na noite dessa quarta-feira (7/10). O prejuízo estimado é de R$ 100 milhões.

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Em nota, a PF informou que já mantém tratativas com o reitor da UFPE, professor Alfredo Macedo Gomes, e com o comandante do Corpo de Bombeiros.

Uma equipe de peritos federais se deslocou para a Universidade Federal com o objetivo examinar o local. “Inquérito policial será instaurado a fim de apurar todas as circunstâncias e causas prováveis”, afirmou a corporação em nota.

As chamas atingiram o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da UFPE, onde fica atualmente a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide). A ala abrigava materiais e projetos de pesquisa da universidade, incluindo estudos relacionados a câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo.

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O Corpo de Bombeiros informou em nota que, devido aos materiais armazenados no prédio, o fogo se alastrou rapidamente e “provocou grandes danos no prédio”. Apesar disso, ninguém ficou ferido.

O reitor da Universidade Federal afirmou, nesta quinta-feira (8), que estima em R$ 100 milhões o prejuízo causado pelo incêndio. Ele ainda informou que cerca de 80 dissertações e teses de doutorado estavam no local quando as chamas iniciaram. “É uma perda irreparável, porque dados de 20 anos de pesquisa eram também, digamos assim, guardados nos espaços”, afirmou.

“É um prédio que acomodava vários laboratórios de pesquisa. Na área de inovação terapêutica, na área de fármaco, na área de genética, e também tinha laboratórios de informática e computação. E no andar térreo, nós temos dois NB3, que são laboratórios de segurança nível 3 e dependências de outras unidades, como da educação física. Nós perdemos o andar superior completamente”, detalhou o reitor da universidade.

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De acordo com o reitor, o núcleo funcionava no local há mais de décadas e recebia manutenção e revisão regular.

Apesar dos estragos, as atividades na Universidade Federal estão mantidas nesta quinta-feira (8/10).

O incêndio

Em nota, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) afirmou que o incêndio causou “grandes danos” ao local. Ainda será feita uma análise da situação e dos danos causados. Trata-se do terceiro episódio semelhante na instituição em uma semana.

O incêndio ocorreu um dia após estudantes da UFPE se mobilizarem em uma manifestação em defesa da democracia e em apoio ao presidente Lula, que disputa o segundo turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL). O ato foi realizado na terça-feira (6/10), quando universitários também defenderam a educação.

O deputado federal eleito por Pernambuco Jones Manoel (PSol-PE) afirmou ter recebido relatos sobre o incêndio e disse que, horas antes, estudantes teriam recebido mensagens com ameaças contra departamentos da universidade.

Repercussão

A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT) se manifestou e relacionou o incêndio ao clima de tensão política após o primeiro turno das eleições. Ela ainda fez críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

“O Brasil teve 21 anos de ditadura militar. Como se isso não bastasse, neste fim de semana, escolheu um fascista para ficar em primeiro lugar nas eleições. Os jovens foram às ruas, e eles já começaram a fazer o que todo fascista faz: tentar eliminar”, escreveu.

Antes da PF divulgar que abriria inquérito para investigar o caso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, solicitou uma “investigação rigorosa”.

Em publicação nas redes sociais, Messias expressou “total solidariedade” à comunidade acadêmica da UFPE, onde estudou, e disse ter determinado à Procuradoria-Geral Federal (PGF) a formação de uma comissão de procuradores para acompanhar as apurações.

“Expresso minha total solidariedade à comunidade acadêmica da UFPE, minha alma mater, e espero que o ocorrido seja objeto de uma investigação rigorosa. Determinei à Procuradoria-Geral Federal que designe uma comissão de procuradores para acompanhar as apurações e adotar, se necessário, as providências legais cabíveis”, escreveu.

O influenciador Gil do Vigor também usou as redes sociais para lamentar a série de incêndios que atingiram o campus UFPE, onde ele se formou em economia.

“Gente, o que está acontecendo com a UFPE, gente, é uma de uma tristeza tão grande ver a universidade que me formou, a UFPE, em chamas. Terceiro incêndio assim, parece que em uma semana, gente, que coisa absurda”, disse em um vídeo.

O economista cobrou que seja feita uma investigação para apurar a suspeita de que o incêndio seja criminoso.

Fonte: Metrópoles

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