
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o quarto mandato, ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em Patos, no Sertão da Paraíba, no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na votação realizada neste domingo (25), Lula recebeu 36.572 votos, o equivalente a 66,32% dos votos válidos, contra 18.571 votos de Flávio, que obteve 33,68%.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula havia conquistado 31.431 votos, correspondentes a 60,07% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 17.681 votos, ou 33,79%.
A comparação entre os dois turnos mostra que Lula acrescentou 5.141 votos à sua votação em Patos, com crescimento de 6,25 pontos percentuais na participação entre os votos válidos. Flávio também aumentou sua votação em números absolutos, somando 890 votos a mais, mas registrou uma leve redução de 0,11 ponto percentual em sua participação.
A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro cresceu de forma expressiva entre os dois turnos. Na primeira votação, a diferença entre os candidatos foi de 13.750 votos. No segundo turno, essa distância aumentou para 18.001 votos, uma ampliação de 4.251 votos.
Em termos percentuais, a diferença entre os dois candidatos passou de 26,28 pontos no primeiro turno para 32,64 pontos no segundo.
Os números indicam que Lula conseguiu ampliar sua vantagem em Patos, enquanto Flávio Bolsonaro, apesar de ter conquistado novos votos, não acompanhou o crescimento percentual do adversário.
Outro dado relevante foi o aumento da participação dos eleitores. No primeiro turno, 55.648 pessoas compareceram às urnas, o equivalente a 82,23% do eleitorado apto, que era de 67.671 eleitores.
No segundo turno, o comparecimento chegou a 56.807 pessoas, ou 83,93% do eleitorado apto, que passou a 67.683 eleitores. Isso representa 1.159 eleitores a mais nas urnas e um crescimento de 1,70 ponto percentual na participação eleitoral.
A abstenção, por sua vez, caiu de 12.023 eleitores no primeiro turno, correspondentes a 17,77%, para 10.876 no segundo, ou 16,07%. Ao todo, 1.147 eleitores a menos deixaram de comparecer à votação.
A comparação dos resultados aponta ainda uma redução nos votos brancos e nulos.
No primeiro turno, foram registrados 1.135 votos em branco, equivalentes a 2,04% do total, e aproximadamente 2.191 votos nulos, correspondentes a 3,94%.
No segundo turno, os votos em branco caíram para 537, ou 0,95%, enquanto os nulos somaram 1.127, equivalentes a 1,98%.
Em números absolutos, houve redução de 598 votos em branco e de 1.064 votos nulos. A soma dessas duas categorias passou de 3.326 no primeiro turno para 1.664 no segundo.
O total de votos válidos também aumentou, passando de 52.322 para 55.143, uma diferença de 2.821 votos.
O resultado do segundo turno reforça a predominância eleitoral de Lula em Patos, onde o petista já havia terminado a primeira etapa da disputa com uma vantagem expressiva. Na votação decisiva, além de ampliar sua quantidade de votos, o presidente aumentou sua participação percentual e a distância em relação ao adversário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Com o resultado, o petista conquistará seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, ampliando sua trajetória política no comando do país.
Com 100% das urnas apuradas, Lula registrava 51,79% dos votos válidos, totalizando 64.256.232 votos, enquanto Flávio Bolsonaro somava 48,21% dos votos válidos, correspondentes a 59.826.041 votos. A vitória foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por volta das 21:09:24, quando a apuração atingiu o patamar necessário para indicar matematicamente o resultado.
No primeiro turno, Flávio venceu com 47,03% dos votos válidos (56.104.503), enquanto Lula somou 45,16% (53.879.538).
A vitória de Lula também representa uma mudança no resultado da disputa em relação ao primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente na votação. O resultado final rompe um padrão observado nas eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização.
Desde a primeira eleição presidencial direta após a redemocratização, em 1989, os candidatos que terminaram o primeiro turno na liderança e avançaram ao segundo turno mantiveram essa posição nas disputas decididas em duas etapas. As eleições de 1994 e 1998 foram definidas já no primeiro turno, sem necessidade de uma nova votação.
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