O juiz federal Ed Lyra Leal, da 22ª Vara Federal do Distrito Federal, negou liminar aos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Fabiano Contarato (Rede-ES) para suspender a exoneração do ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, pivô da saída do ex-ministro Sérgio Moro do governo Jair Bolsonaro (sem partido). A decisão mantém a demissão do ex-chefe da PF.
Segundo o magistrado, a exoneração pode ocorrer de ofício pela manifestação exclusiva da vontade do Presidente da República. “Atender o pedido poderia violar a separação dos Três Poderes visto que ele representa drástica intervenção nas competências do presidente da República, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal", escreveu.
Para o lugar de Valeixo, o presidente nomeou o delegado Alexandre Ramagem, que chefiava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e é ligado à família Bolsonaro. A escolha também é contestada na Justiça. O imbróglio se dá após a acusação de Moro, ao anunciar sua saída do Ministério da Justiça, de que o presidente buscava interferir na corporação ao demitir Valeixo — ligado ao ex-ministro.
O PDT apresentou mandado de segurança ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que a nomeação seja revogada e o MBL (Movimento Brasil Livre) foi à Justiça Federal. Em comum, as ações argumentam que a troca de comando na PF representa interferência política do presidente da República na corporação para proteger seus aliados de investigações.
CNN Brasil
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