As celas de reconhecimento do Presídio PB1, em João Pessoa estão abrigando desde a tarde de quarta-feira, 21, oito dos 23 presos na Operação Hidra, desencadeada na cidade de Patos para desvendar uma rede de corrupção onde agentes penitenciários facilitam a saida de presos para cometerem crimes e ainda a entrada de droga.
Esse procedimento acontece quando da chegada de presos a qualquer presídio. Os internos passam até cinco dias, podendo ser prorrogado caso haja necessária a permanência naquelas celas.
Entre os presos estão Dimitrius Dias Mendonça, Estênio Dantas, atual e ex-diretores do Presídio Regional de Patos, Romero Nóbrega. Todos os agentes penitenciários detidos na operação estão no PB1. Dimitrius e Estênio foram presos em João Pessoa.
Também foi recolhidos Emanuel Nunes de Oliveira, 23; Francisco Silva Diniz, 32, Damião Gouveia Barretos, 28 e Ivaldo Luiz de Sousa, 49. Uma das mulheres está recolhida no Presídio Feminino da Capital.
O Presídio Regional de Patos já conta com novo diretor. Trata-se de Jardson Silva Bezerra que ainda não teve a nomeação publicada no Diário Oficial, mas que foi anunciado pelo secretário Harrison Targino durante coletiva realizada logo após o término da operação.
O tenente coronel Arnaldo Sobrinho, gerente executivo do Sistema Penitenciário do Estado, Gesipe, disse que a operação foi realizada após levantamento minucioso realizado pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado.
Há cerca de dois meses o Diário Oficial publicou o afastamento do grupo de agentes suspeitos, foi instaurada sindicância que culminou com a comprovação do envolvimento de todos, inclusive de pessoas residentes em cidades de Pernambuco que fazem divisa com a Paraíba.
Os mandados de prisão foram expedidos pela juíza Higyna Bezerra, da Comarca de Patos e foram cumpridos na Operação que contou com a participação de aproximadamente 200 policiais, entre civis, militares, federais e rodoviários federais, inclusive de policiais de Pernambuco. As prisões aconteceram em João Pessoa, Patos, São Bento e São José do Egito, no vizinho estado.
A operação Hidra foi desencadeada após oito anos de investigações realizadas em parceria pelas secretarias de Administração Penitenciária e Segurança e Defesa Social.
Durante esse período foram feitas filmagens de agentes penitenciários, inclusive diretor do presídio, conduzindo presos em veículos oficiais para o tráfico de droga e também para cometerem assassinatos, bem como facilitação da entrada de drogas, mulheres, celulares e outros tipos de equipamentos
Cardoso Filho
WSCOM Online
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