O governador José Maranhão desmentiu a hipótese levantada pelo deputado Dinaldo Wanderley (PSDB) que sugeriu que a garantia dada para a efetivação do empréstimo de R$ 191 milhoes, junto ao BNDES, seria a propriedade da Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba).
Um documento referente ao Tesouro Nacional no que diz respeito à solicitação do empréstimo do governo da Paraíba constata que, a garantia dada pelo governador José Maranhão para adquirir o empréstimo foram apenas as quotas-parte do Fundo de Participação dos Estados e não orgãos do Estado.
Conforme o documento, a Operação de Crédito Interno foi requisitada com a finalidade de investimento no Programa Emergencial de Financiamento aos Estados e ao Distrito Federal. A taxa de juros para o empréstimo ficou acordada em 3% ao ano, com um prazo total de 96 meses para conclusão do pagamento.
Na última terça-feira (16), o deputado estadual Dinaldo Wanderley levantou a suspeita de que o governador da Paraíba havia oferecido a propriedade da Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) como garantia para o empréstimo de R$ 191 milhões junto ao BDNES.
Segundo o parlamentar, há sinais de que Maranhão iria aproveitar a operação do empréstimo como uma manobra para oficializar a venda da Cagepa. Dinaldo Wanderley recebeu informações de que o mesmo empréstimo realizado no Rio de Janeiro foi feito após o governo oferecer a companhia de água e esgoto do estado.
Para Dinaldo, o caso do Rio de Janeiro pode estar simplesmente acontecendo na Paraíba. “Maranhão está disfarçando a venda da Cagepa de uma operação de empréstimo, nos mesmos moldes em que foi vendido o Paraiban (Banco Oficial do Estado), porque, como nós sabemos, o que ele quer é realmente privatizar a Cagepa desde que assumiu o governo”, declarou DInaldo.
As especulações de venda da Cagepa permearam o governo Maranhão III desde que o governador assumiu o cargo em fevereiro deste ano. Publicamente, Maranhão negou a intenção de vender a Cagepa.
A principal motivação seria arrecadação de recursos para que Maranhão evite fiasco no governo até 2010, ano eleitoral.
No projeto que enviou à Assembléia, o governo aponta apenas a necessidade de recuperar perdas na arrecadação do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e investir em obras. Maranhão chegou a ameaçar que a folha de pagamento do servidor estaria comprometida. Não funcionou. A Oposição disse que o projeto precisa ser bem analisado.
PB Agora
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