O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) classificou, na noite desta segunda-feira (07), durante entrevista ao programa Conexão Master, da TV Master, como especulação a possibilidade do seu irmão, o vice-prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima Filho, ter admitido não assumir a prefeitura para não se tornar inelegível para as eleições deste ano e ser uma espécie de plano B para o PSDB. Segundo Cássio, a informação repassada pelo próprio Ronaldinho foi distorcida até porque quem define quando o vice assume ou não é o prefeito. “Houve uma distorção na entrevista que ele concedeu, e partir daí se iniciou toda essa especulação”, disse.
O senador também admitiu a possibilidade de disputar o Governo com um candidato à vice de João Pessoa. Neste cenário, ele disse que o ex-prefeito da Capital, Luciano Agra (PEN), é um nome “fantástico”, mas ressaltou que a questão da composição da chapa deve ser tratada mais na frente, ouvindo todos os partidos aliados.
Cássio voltou a reafirmar nesta segunda-feira (7) que está elegível para a disputa das eleições deste ano. Mesmo sem querer entrar no mérito de sua cassação, Cássio questionou o entendimento adotado pela Justiça à época e disse não acreditar que artigos publicados no jornal A União tenham desequilibrado o pleito daquele ano. Ao comentar sobre sua elegibilidade, Cássio lembrou que lhe foi imputado uma pena de três anos de inelegibilidade, a partir da data das eleições e por isso já teria cumprido plenamente a punição imposta pela justiça eleitoral. “Mesmo que façamos a contagem dos oito anos, como alguns defendem, teremos esse período plenamente cumprido no dia 1º de outubro deste ano”, observou.
Indagado sobre a realização da consulta do PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para atestar sua elegibilidade, Cássio disse que o partido ainda não agiu nesse sentido e que isso não lhe preocupa. “A consulta ainda não foi feita, mas poderá ser acontecer sem problemas, eu não me preocupo com isso”, afirmou.
Rompimento com o PSB
Questionado sobre a ruptura da aliança com o PSB do governador Ricardo Coutinho, o senador disse que não há como assinar em baixo de todas as práticas do governo estadual. Ele fez questão de esclarecer que a aliança firmada com os socialistas não foi baseada na troca de cargos, tanto é que o seu partido ocupou apenas um cargo no 1º escalão do governo, com a indicação do nome de Gustavo Nogueira para a secretaria de Planejamento. “O PSDB contribuiu com um dos melhores secretários que o governo tem, mas eu não posso assinar em baixo do governo e o nosso partido vai democraticamente disputar as eleições deste ano”, comentou.
Ao comentar sobre os motivos que o levaram a romper politicamente com o governador Ricardo Coutinho, Cássio disse que a necessidade de explicar esse rompimento está atrelada a um conceito antigo de se fazer política. Ele disse que o PSDB vai exercer o direito legítimo que tem de poder concorrer com o seu candidato no pleito deste ano. “O ruim seria se já no 1º dia eu tivesse partido para o confronto, para o embate, como aconteceu no meu governo, quando eu não tive um só dia de sossego e tinha que matar dois leões a cada expediente”, ressaltou.
Cássio disse não concordar com a forma como o governo vem tratando os servidores, e chegou a denunciar a demissão de funcionárias grávidas, o que segundo ele, é uma prática ilegal. Cássio também lamentou o afastamento de servidores com mais de 25 anos e lembrou que enquanto governador não adotou esse expediente. Ele lembrou que chegou a ser criticado por manter em seu governo pessoas consideradas maranhistas. “Eu não posso concordar com o que está acontecendo, até por que os meus princípios são de respeito às pessoas, e disso não abro mão. No nosso governo permaneceram muitas pessoas que eram consideradas como maranhistas e eu sempre dizia para deixarem as pessoas trabalharem”, destacou.
Contas de Ricardo
O senador falou também sobre a apreciação das contas do governador Ricardo Coutinho pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e rechaçou a tentativa de taxar os deputados de golpistas. “Não há que se falar em uma Assembleia de golpistas, até porque os deputados foram eleitos democraticamente pela população. O que deve ser feito é um amplo debate das contas, com a garantia do contraditório e da ampla defesa”, disse.
Cássio ressaltou que a Constituição Federal atribui às Assembleias a última palavra quanto a aprovação ou não das contas dos gestores estaduais e por isso o estranho seria taxar de golpistas os deputados estaduais que foram eleitos pelo povo. “Isso não é bom para a democracia”, observou.
Alexandre Freire - MaisPB
Foto - Wscom
De volta! Vereador Marco Cesar confirma retorno à Câmara de Patos após exoneração da Secretaria de Articulação Política
Sucessão Jacob Souto terá quase dois anos e nove meses de mandato e mais de dois anos e meio para viabilizar seu nome para 2028
Eleições 2026 Eleições 2026: veja as principais datas do calendário eleitoral
Eleições 2026 Lucas Ribeiro diz que escolha de vice será definida após janela partidária e prioriza nome comprometido com a Paraíba
ASSISTÊNCIA SOCIAL São José do Bonfim mais uma vez distribui cestas de jejum da Semana Santa
Eleições 2026 Hugo Motta defende construção gradual de vice na chapa com Lucas Ribeiro e diz que escolha será debatida com aliados
Transição Lucas Ribeiro destaca legado de Nabor e demonstra confiança em Jacob
Sem mudanças Jacob Souto sinaliza continuidade na gestão e diz que mudanças no secretariado serão pontuais, se necessárias: “Time que ganha não se mexe”
POSSE OFICIAL Câmara dá posse ao vice-prefeito Jacob após renúncia de Nabor Mín. 22° Máx. 34°