O MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná) denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (14) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que a investigação identificou o petista como "o comandante máximo do esquema investigado na Operação Lava Jato". "Chegamos ao topo da hierarquia dessa organização criminosa", afirmou. Dallagnol classificou o esquema de "propinocracia".
A Lava Jato denunciou formalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a ex-primeira dama Marisa Letícia; o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS; Fabio Hori Yonamine, ex-presidente da OAS Investimentos; e os funcionários da OAS Roberto Moreira Ferreira e Paulo Roberto Valente Gordilho.
O ex-presidente teria recebido, em lavagem de dinheiro, R$ 3,8 milhões. O MPF pede o confisco de valores de ao todo R$ 87 milhões dos denunciados. Dallagnol evitou dizer se pediu ou não a prisão de Lula.
Segundo Dallagnol, coordenador da Força Tarefa do MPF na Operação Lava Jato, o apartamento em Guarujá foi reformado pela construtora OAS com dinheiro que teria sido desviado da Petrobras e, diz o procurador, as investigações apontam que Lula seria o verdadeiro dono do imóvel.
Ao iniciar a apresentação à imprensa sobre a denúncia, o procurador disse que "corrupção não é problema de um partido A ou de um partido B". "A corrupção é sistêmica, acontece em diversos níveis do governo federal, dos governos estaduais e municipais."
O procurador disse também que o MPF não está julgando como foram os mandatos de Lula na Presidência nem a trajetória política do petista. Afirmou também que não estava julgando o PT.
Ao exibir a reprodução gráfica do que chamou de "propinocracia", o procurador disse: "No ápice dessa pirâmide está o núcleo político, e no centro desse núcleo político está o Lula." "O esquema era partidário e era gerenciado principalmente pelo Partido dos Trabalhadores."
"E Lula estava no topo do poder", disse o procurador, alegando que o ex-presidente era o principal articulador político e decidia as nomeações em todos os escalões, de ministros a diretores da Petrobras, como Paulo Roberto Costa e Renato Duque. Com essas nomeações, o ex-presidente teria beneficiado tanto o PT quanto o PMDB.
Do UOL, em São Paulo
14/09/201616h22
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