Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato apresentaram documentos que mostram mais de 20 reuniões e viagens do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com diretores da Petrobras.
Entre o material anexado pelo Ministério Público Federal (MPF), estão cópias eletrônicas de registros de, pelo menos, 27 encontros e viagens entre Lula e diretores da estatal, como Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada e Renato Duque. As reuniões ocorreram entre os anos de 2003 e 2010.
Os documentos foram protocolados no processo em que o ex-presidente é réu na Justiça Federal do Paraná. Lula é acusado pelo MPF de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
De acordo com o MPF, o petista recebeu R$ 3,7 milhões em propina, de forma dissimulada, da empreiteira OAS. Em troca, a empresa seria beneficiada em contratos com a Petrobras.
Por meio de nota, a defesa do ex-presidente informou que “esses papéis não provam nada contra Lula”.
Além disso, conforme o advogado Cristiano Zanin Martins, os documentos “somente servem para provar que seus membros [do MPF] têm acesso irrestrito a documentos da Petrobras, ao contrário da defesa do ex-Presidente Lula”.*Leia a nota na íntegra no fim da reportagem.
No interrogatório do dia 10 de maio, Lula – ao ser questionado sobre a atuação de ex-diretores da estatal – disse que ninguém foi mais à Petrobras do que ele e que isso aconteceu após a descoberta do pré-sal.
Depois, Lula afirmou que, nos oito anos em que ficou na presidência, teve apenas dois momentos com a diretoria da estatal: um sobre o pré-sal e outro para definição de projeto estratégico. Ele disse também que o presidente da república não participa do dia a dia da estatal.
As conclusões sobre esses documentos e sobre todo o restante do processo vão ser apresentadas pelos procuradores nas alegações finais até o dia 2 de junho. Os advogados de defesa tem até 20 de junho para apresentar as alegações finais.
Em seguida, os autos voltam para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, que vai definir a sentença, podendo condenar ou absolver os réus. Não há prazo para que a sentença seja publicada.
“Os papéis apresentados ontem pelo MPF somente servem para provar que seus membros têm acesso irrestrito a documentos da Petrobras, ao contrário da defesa do ex-Presidente Lula. Não há paridade de armas na ação.
Por outro lado, esses papéis não provam nada contra Lula. As 73 testemunhas ouvidas na ação com a obrigação de dizer a verdade inocentaram o ex-Presidente ao mostrarem que ele não é e jamais foi proprietário do triplex e muito menos participou de qualquer ato ilícito envolvendo a Petrobras”.
G1
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