Ouvimos esta semana trecho de um um vídeo em que um colega jornalista avaliava que a renúncia de Bonifácio teria afogado as pretensões políticas futuras do deputado Érico Djan. Concordo apenas parcialmente com a opinião do experimentado comentarista. O futuro político de Dr. Érico depende exclusivamente do seu próprio desempenho como deputado, do seu desempenho na defesa do interesses da população do nosso município, da equipe que conseguir reunir ao redor de si, da confiança que conseguir inspirar no nosso povo como contraponto aos que maltrataram as nossas finanças. Com relação a uma futura candidatura a prefeito de Patos, um detalhe não se pode perder de vista. Se Bonifácio continuasse na administração do municipio de Patos, com o desempenho que vinha obtendo no saneamento das nossas finanças, mantendo longe de si os interesses não republicanos, enfrentando as pressões que impedem um enxugamento da máquina administrativa, seria ele o candidato natural para prefeito e o Dr. Érico um projeto de candidato para a sua sucessão. Com a saída de Bonifácio do páreo, Dr. Érico continua sendo um candidato viável, desde que prove ao eleitor patoense que é um candidato confiável para fazer contraponto aos que maltrataram a nossa administração. E o Dr. Érico depende apenas de si. Se decepcionar os que esperam que seja o veículo da mudança, voltaremos a cair nas mãos do grupo que nos fez personagem frequente das paginas policiais e que está aí, de garras afiadas, para se apropriar novamente do governo municipal.
O povo brasileiro, aparentemente está optando por mudanças, mas ficará frustrado se a mudança que pensa que promoveu com Bolsonaro e os parlamentares que o apoiam o decepcionar nos próximos dezoito meses. O eleitor brasileiro decepcionado com a herança petista, apelou para a mudança e achou que Bolsonaro seria a desejada opção de mudança. Até agora ao que parece está decepcionado com o atual governo, haja vista o seu desempenho nas pesquisas. Os cegos pela paixão continuam a defendê-lo, com unhas e dentes, como se fosse um mito, mas as suas dificuldades de relacionamento com um Congresso que não mudou em quase nada, os desencontros de muitos de seus ministros, o troca-troca de auxiliares, a influência sobre o seu governo de gurus e parentes intrometidos e despreparados estão a decepcionar os que torciam por que alguma coisa mudasse. Por ironia do destino, a única esperança é que os militares que o rodeiam consigam pôr um freio em seus disparates e nos dos seus auxiliares mais próximos. Por incrível que pareça, cinquenta e cinco anos depois de uma ditadura militar, há quem chegue a sonhar com a volta dos militares, desde que sem os exageros de toda a ordem que os cercaram então. Não foi um período que se deva invejar, mas os que não passaram por ele, acham que o descalabro de hoje possa a ser, em certos aspectos, até pior.
(Luiz Gonzaga Lima de Morais)
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