Depois do embate político travado com o juiz Ramonilson Alves e a vitória nas urnas no dia 15 de novembro, começam as expectativas em torno do desafio do prefeito eleito Nabor Wanderley, para o seu terceiro mandato que começa no dia 1º de janeiro.
Com um período de transição dentro da normalidade, haja vista estar recebendo o governo das mãos de um prefeito aliado, Nabor terá pela frente a missão de comprovar na prática, a expectativa que lhe foi confiada pelo eleitorado, que se espelhou sobretudo em seu primeiro mandato, para lhe confiar novamente a condição de chefe do executivo patoense.
É bem verdade que o momento político é outro, e diferentemente da relação existente com os governos do PT, os valores e ideias postas em prática no plano federal são outros, o que pode dificultar o envio de recursos federais, por exemplo, para a execução de projetos na cidade.
Por outro lado, Patos viveu um tempo de graves problemas financeiros e administrativos nos últimos anos, o que se tornará um quadro inevitável e comparativo na opinião pública, com os governos de Dinaldinho, Bonifácio, Sales Junior e Ivanes, que lhe antecederam nestes últimos quatro anos.
É bem verdade que os conceitos variam de acordo com a forma que as pessoas interpretam os fatos, o que fará com que a avaliação do governo Nabor nos próximos meses, gere na população o com o que poderemos conceituar de "melhor ou pior", em nível de conceito e compreensão das medidas administrativas.
Para quem viveu o inferno astral da administração pública nos últimos anos, não é difícil acreditar que a maior experiência de Nabor em relação a seis antecessores.
Para isso, será necessário organizar um pouco mais a saúde financeira do município, e em seguida começar a realizar projetos administrativos que retratem uma cidade em condições de voltar a se desenvolver, apesar do momento econômico e da pandemia da civid-19, serem completamente adversos a uma reação que possa parecer a curto prazo.
Ao deixar o mandato de deputado estadual e se tornar prefeito de patos pela terceira vez, Nabor na verdade, terá o desafio de confirmar a expectativa positiva do povo patoense, e consequentemente consolidar a sua força política.
Por outro lado, um eventual insucesso administrativo de Nabor, poderá lhe provocar um desgaste de maior proporção, a ponto de lhe descredenciar para futuros embates políticos, pois era ele o nome que o grupo apresentou como trunfo, para sanar a crise de popularidade do governo Ivanes, que estava sentenciado a uma derrota nas urnas, e que por esta razão desistiu da disputa.
No mais, é aguardar para ver e torcer pelo melhor para Patos.
Por Genival Junior - Patosonline.com
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