
Representantes das 26 famílias que estão residindo em um terreno da Prefeitura de Patos, no Assentamento Boa Vista, localizado em um galpão no Conjunto dos Sapateiros, Zona Sul de Patos, enviaram alguns vídeos ao Patosonline.com, apelando a sensibilidade da gestão municipal e do poder judiciário, quanto a retirada das famílias daquele local.
Na oportunidade, uma moradora registra que as famílias não tem para onde ir e apela para a sensibilidade do poder público, que está movendo uma ação de reintegração de posse para fazer a retirada das famílias do assentamento.
Uma outra cidadã que reside na comunidade, relata as dificuldades existentes por conta da situação de vulnerabilidade social e da presença de crianças, idosos e gestantes na comunidade.
Outra moradora pede que os barracos não sejam derrubados pelo menos até o final da pandemia, para que as famílias tenham um teto para passar o período. Assista;
A AÇÃO
Nesta segunda-feira (8), uma comissão formada por representantes da Prefeitura de Patos, Polícia Militar e Ministério Público, visitou o assentamento dentro do planejamento da ações de reintegração de posse no Conjunto dos Sapateiros.
O procurador geral do município, Alexsandro Lacerda, disse que é a terceira visita feita no local, dentro de uma programação de humanização para o cumprimento da determinação judicial.
Se confirmada a reintegração de posse de terreno, a prefeitura pretende colocar em execução a construção de galpão para a Associação dos Sapateiros de Patos, e desenvolver projetos vinculados a associação.
A reunião também contou com a presença do secretário de Gabinete, Pedro Leitão; da secretária de Desenvolvimento Social, Helena Wanderley e de representantes da Secretaria de Habitação.
O QUE DIZ A DEFENSORIA PÚBLICA
A Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) requereu habilitação no processo movido pela Prefeitura de Patos, para retirar as 26 famílias que vivem no Assentamento Boa Vista.
A defensora pública Monaliza Montinegro, disse que as defensoras públicas da Comarca de Patos querem anular a ordem de despejo que chegou a ser deferida pela justiça, alegando nulidade do processo, que tramita na 4ª Vara Mista de Patos.
Ele justificou na ocasião que a defensoria pública precisa atuar na defesa dessas famílias, e na oportunidade destacou o fato da Defensoria Pública não ter sido intimada na ação, o que é obrigatório, por tratar-se de grupo de pessoas em condição de vulnerabilidade social.
Por Genival Junior - Patosonline.com
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