O promotor do Ministério Público Estadual (MPE), Dr. Uirassu Medeiros, concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, dia 27, para esclarecer questões relativas a negativa dos órgãos ministeriais sobre o pedido da Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, que solicitava prorrogação no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que garantiu regras e prazos para o estado e o Instituto Gerir diante da administração terceirizada na Maternidade Dr. Peregrino Filho e do Complexo Hospitalar Regional, ambos em Patos.
Dr. Uirassu Medeiros disse que até o dia 25 de julho de 2019, data do encerramento do TAC, os objetivos, mesmo com os percalços, foram alcançados, porém, o TAC definiu que não existia prorrogação após o seu término. O promotor relatou que o Estado almejava prorrogar, mas as condições impostas pelo Governo se distanciaram do que seria justo e razoável diante de problemas vistos e confirmados. Mesmo não entrando em detalhes, se percebeu que o promotor viu falhas que não se resolveriam com a prorrogação.
“...aos olhos do Ministério Público, a experiência anterior, que foi a não resolução do problema no prazo de 120 dias, criou uma expectativa negativa de que em 5 se pudesse resolver...esse foi um dos motivos que nos levou a não ampliar os efeitos do TAC...”, relatou em determinado momento o promotor.
Dr. Uirassu Medeiros também foi perguntado sobre as diversas irregularidades detectadas por órgãos de fiscalização, no entanto, ele relatou que algumas questões dizem respeito ao próprio Governo e sua forma de administrar. “O modelo de contratação por meio de OS’s apresenta uma série de dificuldades já conhecidas por todos, o exemplo da Cruz Vermelha, em João Pessoa, evidencia. A Operação Calvário, enfim, e também mostra o quão difícil foi para mim, como promotor de justiça, celebrar o TAC que foi feito aqui em Patos....o TAC avalizou a permanência de uma OS mesmo diante de um cenário que evidencia que o modelo tem problemas sérios...”, confessou Dr. Uirassu.
O promotor relatou que tudo que estava ao alcance do Ministério Público foi feito, mas que certas decisões não dependem do órgão.
A reportagem fez contato com Dr. Geraldo Medeiros, secretário de Saúde do Estado da Paraíba, diante do grave problema da falta de pagamento de salários e outras questões ligadas aos insumos. Dr. Geraldo apenas comentou que a Procuradoria Geral do Estado está encontrando um meio legal para regularizar, mas não especificou data.
Jozivan Antero – Patosonline.com
OUÇA entrevista com Dr. Uirassu Medeiros:
Setembro Amarelo Hospital de Patos promove roda de conversa sobre escuta, acolhimento e valorização da vida em ação alusiva ao Setembro Amarelo
TRÂNSITO CNH vencida entre junho e setembro tem validade extra até dezembro
GREVE NA CAIXA Servidores da Caixa podem encerrar greve na Paraíba após nova proposta
ABASTECIMENTO Comportas do Açude Capoeira serão abertas por 15 dias para atender comunidades da região
PEDIDO DE AJUDA Mulher pede ajuda para realizar exames oftalmológicos e acompanhar alta miopia
CONCURSO PÚBLICO TJPB prepara concurso com 56 vagas para servidores e juiz substituto
REAJUSTE Gás de cozinha fica 7% mais caro a partir desta terça-feira na Paraíba
ENERGISA PARAÍBA Energisa realiza entrega de 100 geladeiras, troca gratuita de lâmpadas LED, ventiladores em municípios da Paraíba durante o mês de setembro
PARCERIA Sincovep fortalece parceria com Conselho Regional de Contabilidade de Patos e região Mín. 22° Máx. 35°