
O presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate as Endemias de Patos, Bosco Valadares, criticou em contato com o jornalista Célio Martinez, a postura do prefeito Nabor Wanderley e da gestão municipal após a audiência pública que discutiu o pagamento da insalubridade para as duas categorias na cidade de Patos.
Bosco classificou o encontro como bastante negativo, e responsabilizou o prefeito Nabor Wanderley pelo não avanço das negociações, uma vez que a insalubridade de 20% para ACS e de 40% para os ACEs, e a produtividade de 40% para as duas catagorias, são recebidas hoje com base no piso nacional de R$ 1.550,00, e que passou para 2 salários mínimos após a aprovação de lei federal, mas o município apresentou proposta no sentido de efetuar nos próximos meses, o pagamento dos adicionais com base de cálculo em um salário mínimo.
"Lá no gabinete ficou certo que a insalubridade seria sobre o piso, e agora ele veio dizer que é sob o salário mínimo. Tá dando ré, secretário? O que está acontecendo? Isso está sendo orquestrado pelo secretário, mas eu quero chamar a atenção do prefeito Nabor Wanderley, que está massacrando as duas categorias", desabafou o sindicalista.
Valadares disse que a gestão vem dificultando as negociações e não descartou a realização de greve por tempo indeterminado, caso não haja avanço nas negociações, e reivindicou que o município efetue o pagamento dos adicionais com base no piso nacional de dois salários mínimos.
O vereador e sindicalista, Zé Gonçalves, disse que a audiência pública cumpriu o seu papel no sentido de expor para as categorias a realidade quanto a relação financeira do município com as duas categorias, e repudiou o tratamento dado pela gestão para com as duas categorias.
Na próxima sexta-feira, 29, está prevista uma mobilização nas principais ruas de Patos, para tentar avançar no diálogo com o prefeito Nabor Wanderley. O movimento será marcado por pronunciamentos defronte a Prefeitura de Patos.
O QUE DIZ A GESTÃO
O secretário de saúde do município de Patos, Leônidas Dias, disse que a discussão está sendo feita com base em determinação do Tribunal de Contas do Estado-TCE-PB, e do Supremo Tribunal Federal-STF, de que a gratificação e a insalubridade sejam pagas com referência no valor de um salário mínimo, como ocorre com as outras categorias.
Leônidas disse que o projeto tem por objetivo incorporar a gratificação por meio de um projeto de lei, para garantir os 40% de gratificações para ACSs e ACEs, também após a aposentadoria. O secretário afirmou que não há amparo legal para pagar a insalubridade e as gratificações sobre dois salários mínimos.
Por Genival junior - Patosonline.com
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