A bagunça nas contas da prefeitura de Patos, sertão da Paraíba, virou tema de matéria publicada pelo Estadão, nesta quinta-feira (5). O jornal aponta que a prefeitura estourou a folha de pessoal em 411,44% entre 2008 e 2018, conforme auditoria do Tribunal de Contas do Estado. No mesmo período, a receita do município de 108 mil habitantes ficou em 143,46%.
A matéria diz ainda que gastos excessivos, despesas em larga escala e violação à Lei de Responsabilidade Fiscal marcam as gestões de seis políticos que se sucederam nos últimos anos na gestão municipal.
Em julho deste ano, 1069 funcionários foram contratados sob ‘excepcional interesse público’, para funções ordinárias. Entre os admitidos estão apadrinhados dos gestores municipais para preenchimento de cargos de advogado, coordenador, cozinheiro, digitador, educador físico, encanador, eletricista, motorista, operador de máquina, recepcionista, supervisor, vigia, professor, assistente social, cuidador, médico e outros.
Até julho, os gastos da administração de Patos com os contratados por excepcional interesse público chegaram a R$ 12,5 milhões.
Desde 2016, a prefeitura de Patos vem passando por diversas alterações de gestor devido a diversos motivos, como decisões judiciais, renúncias e eleições. Só neste exercício já foram três: Bonifácio Rocha (2018/2019), Sales Júnior (2019) e Ivanes Lacerda (2019).
De janeiro a setembro de 2019, a prefeitura realizou pagamentos de R$ 2,49 milhões a título de ‘gratificação adicional’ a quase 700 servidores. Em 2018, o montante concedido a esse título chegou a R$ 4,58 milhões.
Além disso, os auditores do TCE-PB verificaram que os agentes fiscais tributários deveriam ganhar R$ 10,9 mil, incluindo gratificações, mas a média bate em R$ 15,1 mil.
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