A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta (17) 29 mandados de busca e apreensão para avançar na investigação sobre a suspeita do uso de estudos e pareceres da FGV (Fundação Getúlio Vargas) para fraudar licitações e corromper agentes públicos.
Segundo a PF, a operação Sofisma mira um esquema de corrupção, fraudes a licitação, evasão de divisas e lavagem de dinheiro implementado por uma organização criminosa que utilizava a instituição de ensino.
A FGV chegou a ser alvo de investigações relacionadas à Lava Jato no Rio de Janeiro e foi apontada pelo ex-governador Sergio Cabral como um “biombo legal” que fabricava pareceres e estudos para esconder desvios em contratos públicos e pagamento de propina para agentes públicos.
“Como a FGV é uma instituição, com muita justiça, de reputação, ela sempre foi usada como um biombo, de cobertura legal para efetivação de entendimentos prévios, digamos assim. Ela fugia da licitação e dava cobertura legal para estudos feitos por nós”, disse Cabral à época.
O inquérito na PF foi aberto após o surgimento dessas informações de desvios em contratos do governo fluminense envolvendo a FGV.
Segundo a PF, a FGV emitia pareceres inverídicos utilizados para camuflar a corrupção de agentes públicos.
“A entidade superfaturava contratos realizados por dispensa de licitação e era utilizada para fraudar processos licitatórios, encobrindo a contratação direta ilícita de empresas indicadas por agentes públicos, de empresas de fachada criadas por seus executivos e fornecendo, mediante pagamento de propina, vantagem a empresas que concorriam em licitações coordenadas por ela”, diz a PF em nota sobre a operação.
Após os recebimentos milionários para emitir os pareceres e estudos, o dinheiro era repassado para executivos da FGV que ocupavam postos de comando na entidade.
A PF apurou que esses executivos ocultavam a origem desses valores por meio de repasses para empresas de fachada no Brasil e, também, para offshores sediadas em paraísos fiscais como Suíça, Ilhas Virgens e Bahamas.
Procurada na manhã desta quinta, a instituição não respondeu a reportagem até a publicação deste texto.
Para os investigadores, essas transações indicam lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros possíveis ilícitos fiscais.
A operação foi autorizada pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro e os mandados de buscas são cumpridos em São Paulo e na capital fluminense. A Justiça também autorizou o sequestro de bens.
FABIO SERAPIÃO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
INVESTIGAÇÃO Delegado fala sobre indiciamento de três servidoras por furto de tablets em escola de Patos
COMÉRCIO ILEGAL Operação da PF mira esquema de medicamentos proibidos e com distribuição na Paraíba e outros estados
CRIME PF cumpre mandado no Sertão por suspeita de armazenamento de imagens de abuso infantojuvenil
CRIMINALIDADE Criminosos usam carro para arrombar loja e furtar mercadorias em Campina Grande
INVESTIGAÇÃO Polícia Civil conclui investigação sobre rompimento de reservatório da Cagepa que matou idosa em Campina Grande e aponta falha em projeto
ASSASSINATO Filho é preso suspeito de matar o próprio pai a facadas no Sertão da Paraíba
PRISÕES Homem condenado por estupro é preso em Princesa Isabel; mulher é detida por descumprir medida protetiva em Imaculada
INDICIAMENTO DRF recupera tablets furtados de escola em Patos e indicia três funcionárias pelo crime
FURTO DE ENERGIA Operação contra o furto de energia prende empresários em São Bento Mín. 20° Máx. 35°