
A possibilidade de 600 colaboradores da Alpargatas, em Campina Grande, serem demitidos causou correria entre políticos e sindicalistas da cidade no pós-feriado da Semana Santa. A informação apurada pela 98 FM foi confirmada pelo Sindicato da Indústria de Calçados nesta segunda-feira (10).
Ao Correio Debate, da Rede Correio Sat, o presidente do sindicato, Antônio Firmo, lamentou as demissões anunciadas, dizendo que elas começaram a ocorrer em unidades da empresa em fevereiro deste ano e deverão se estender neste mês de abril.
Firmo disse ainda que a empresa teria alegado que as demissões ocorrem por queda nas vendas, uma das consequências da diminuição do consumo no país, devido à redução do poder de compra da população.
O deputado federal e ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSC), disse ao Correio Debate que marcou uma audiência com a presidência da Alpargatas e convidou o deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB), o vereador de Campina Grande Alexandre do Sindicato (UB) e o presidente da Câmara Municipal, Marinaldo Cardoso (Republicanos).
O encontro dos políticos com representantes da empresa está agendado para as 9h30 desta sexta-feira (14), em Brasília.
Romero disse que tem boas relações com a presidência da Alpargatas e espera usar a experiência com tratativas junto à empresa para tentar reverter as demissões. Em 2018/19, quando era prefeito de Campina Grande, ele enfrentou um problema semelhante e disse que conseguiu evitar desligamentos em massa.
A Alpargatas é uma empresa global, fundada e sediada no Brasil há mais de 115 anos, responsável pela marca de calçados Havaianas.
A empresa comercializa produtos em mais de 130 países e atua diretamente em mais de 20, com quatro unidades fabris no Brasil, em Campina Grande e Santa Rita, na Paraíba, Montes Claros (MG) e Carpina (PE). A marca tem mais de 17 mil colaboradores em todo o mundo.
Em nota ao Portal Correio, a Alpargatas disse que faz “simplificação de processos organizacionais”, dentro da estratégia da companhia de “otimização e busca por maior competitividade”.
Confirmando demissões, a companhia alegou que leva em consideração “cenário e a demanda de mercado no momento” e por isso teve que “readequar a equipe de operação em Campina Grande”.
“Os colaboradores da unidade local receberão a quitação de todos os direitos legais e, por liberalidade, um salário nominal adicional. Em parceria com o Instituto Alpargatas (IA) e SENAI, também serão oferecidos cursos de formação profissionalizantes”, finalizou.
Apesar de ter sido perguntada pelo Portal Correio, a Alpargatas não informou o número exato de desligamentos em Campina Grande, sem confirmar se seriam 600.
Fonte: Portal Correio
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