
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse na tarde desta quinta-feira (4) que os fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (RN), capturados nesta manhã, planejavam ir para o exterior. “Fugitivos estavam em comboio do crime”, afirmou o chefe da pasta, que falou em “vitória das forças de segurança”. Mais quatro suspeitos de auxiliar na fuga foram detidos. Um fuzil foi apreendido com eles, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal). As informações são do R7, parceiro nacional do Portal Correio.
“Foram presos em uma ponte [em Marabá (PA)]. Essa ponte foi fechada dos dois lados”, declarou o ministro. “Foi uma operação extremamente bem sucedida. Não foi disparado um tiro, nenhum ferido, nenhum morto”, comemorou.
“Eles voltarão para o lugar de onde saíram, em Mossoró.”. O ministro afirmou que a estrutura do presídio foi corrigida e que os problemas que levaram à fuga dos detentos foram resolvidos.
“Quero afirmar que é uma vitória do Estado brasileiro, das forças de segurança do Brasil, que demonstra que o crime organizado em nosso país não será bem-sucedido”, comemorou o ministro. Tivemos a demostração disso quando desvendamos o crime da vereadora Marielle [Franco], um trabalho de inteligência capitaneado pela Polícia Federal, MPF [Ministério Público Federal] e MP [Ministério Público] estadual, mostrando que a coordenação de forças leva ao sucesso”, disse o titular da pasta da Justiça e Segurança Pública.
Os dois foragidos da penitenciária federal de Mossoró (RN) foram capturados nesta quinta-feira (4), 50 dias após a fuga. Rogério da Silva Mendonça, 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33, foram encontrados em Marabá (PA) durante uma ação conjunta da Polícia Federal e da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Eles escaparam do presídio na madrugada de 14 de fevereiro. A fuga foi a primeira desde a implementação do Sistema Penitenciário Federal no Brasil, em 2006.
A busca pelos detentos envolveu pelo menos 600 agentes. Desde que escaparam da penitenciária, os então fugitivos foram vistos em diversas ocasiões. Dois dias após a fuga, os homens teriam feito uma família refém na zona rural de Mossoró. Nesse dia, a polícia também encontrou, em uma área de mata, pegadas, calçados, roupas, lençóis e uma corda, além de uma camiseta do uniforme da penitenciária.
A força-tarefa dedicada à captura encontrou, em 25 de fevereiro, um possível esconderijo onde os fugitivos permaneceram por alguns dias, próximo à prisão. Foram descobertos um facão, uma lona e embalagens de comida no local.
Em 27 de fevereiro, os fugitivos foram avistados em um vilarejo no Rio Grande do Norte, onde moradores os reconheceram. Antes que a polícia pudesse intervir, eles retornaram para a mata. Uma recompensa de R$ 30 mil chegou a ser oferecida pela Polícia Federal por informações que levassem à captura.
Os detentos tiveram acesso a ferramentas usadas na reforma pela qual a unidade passa. Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, uma “série de fatores” levou à fuga, como falhas de construção da estrutura prisional e falta de funcionamento de câmeras e lâmpadas.
Os dois presos fugiram pela luminária que ficava em uma parede lateral da cela. Depois de atravessar a abertura, os fugitivos escalaram o shaft — vão interno para passagem de tubulações e instalações elétricas — até o teto, onde quebraram uma grade metálica e chegaram ao telhado da prisão.
“Em vez de a luminária e o entorno estarem protegidos por laje de concreto, estava fechada por um simples trabalho comum de alvenaria. Outro problema diz respeito à técnica construtiva e ao projeto. Quando os fugitivos saíram pela luminária, entraram naquilo que se chama de shaft, onde se faz a manutenção do presídio, com máquinas, tubulações e fiação”, explicou o ministro.
“É uma questão de projeto. Quem fez deveria ter imaginado que a proteção deveria ter sido mais eficiente”, avaliou Lewandowski. Para o ministro, o fato de a ação dos criminosos ter ocorrido na madrugada da terça-feira de Carnaval para a Quarta-feira de Cinzas pode ter facilitado a operação, porque as “pessoas costumam estar mais relaxadas” nesse período.
A penitenciária de Mossoró tem área total de 12,3 mil m². Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os custodiados ficam em celas individuais, equipadas com dormitório, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. Não há tomadas nem equipamentos eletrônicos.
Nas penitenciárias federais, há unidades básicas de saúde, e todos os atendimentos primários são realizados pela equipe de especialistas e técnicos dos locais. Também há parlatórios para o atendimento de advogados e salas de videoconferência para participação em audiências judiciais.
Para ser transferido para o sistema penitenciário federal, os presos devem ter cargo de liderança ou cometer crime que ponha em risco a integridade física no presídio comum; integrar quadrilha envolvida em crimes com violência ou grave ameaça; ser réus colaboradores ou delatores premiados com risco à integridade física; ou estar envolvidos em fugas, violência ou grave indisciplina no presídio de origem.
Fonte: R7
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