
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (3/2) os novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), eleitos no último sábado (1º/2).
Veja como foi:
No Planalto, o presidente salientou que ele, Motta e Alcolumbre fazem uma “fotografia” que é a “concretização de um compromisso com a democracia que todos nós firmamos há muito tempo”.
O presidente ainda ressaltou normalidade de um país é a convivência tranquila e pacífica entre os Poderes. “Estou junto com Alcolumbre, com o companheiro Motta, eu estou muito feliz porque sou amigo dos dois. Tenho conhecimento do compromisso democrático que os dois têm. Eles não terão problema com o Poder executivo. Jamais mandarei um projeto que seja de interesse pessoal do presidente ou de um partido. Serão de interesses vitais para o povo brasileiro”, prometeu.
Novo comandante da Câmara, onde o Executivo tem várias pautas pendentes, Motta disse que a harmonia entre os Poderes “é a que o Brasil precisa”. “Tendo uma agenda que seja produtiva, que temas importantes possam ser tratados, e que essa harmonia, esse diálogo entre Poderes possa perseverar, porque quem ganha com isso são os mais de 200 milhões de brasileiros”, falou.
Alcolumbre, que volta à presidência do Senado e, consequentemente, do Congresso Nacional, observou: “O Poder Legislativo não pode se furtar em ajudar o governo do Brasil a melhorar a vida dos brasileiros”.
O aperto de mãos entre ele, Motta e Lula é, segundo o próprio Alcolumbre disse, “um gesto para o Brasil. Um gesto de aproximação, de maturidade institucional, onde cada um dentro de suas atribuições e cumprir com suas obrigações e olhar para o que é melhor para o Brasil”.
O encontro desta segunda acontece com o objetivo de Lula ampliar ainda mais o diálogo com os novos chefes do Legislativo. Motta e Alcolumbre foram eleitos com o apoio do PT, mas são independentes em relação ao governo Lula. Apesar disso, em seus discursos, se comprometeram a colaborar com o Executivo.
A visão do Planalto é de que, na Câmara, a situação do governo deve melhorar, já que Motta tem perfil menos combativo e bom convívio com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Na gestão de Arthur Lira (PP-AL), o ministro e o alagoano viraram desafetos, o que prejudicou em alguns momentos a relação do Executivo com a Câmara.
No Senado, o cenário para a gestão petista deve ser mais incerto, uma vez que Alcolumbre é mais independente do que foi Pacheco, que, em 2023 e 2024, se aproximou mais do presidente Lula. Apesar disso, o Planalto entende que o senador do Amapá não deve criar dificuldades ou crises com o Executivo.
Uma das prioridades de Lula neste ano, no Congresso, é aprovar a reforma da renda, que inclui o aumento da faixa da isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 5 mil, bandeira da campanha do petista em 2022, e que pode fazer o presidente recuperar a popularidade. Neste momento, o governo passa pelo pior momento nas pesquisas de opinião desde a posse, em 2023.
Fonte: Metrópoles
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