
O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu nesta sexta-feira, 28, prisão domiciliar para a cabeleireira Debora Rodrigues dos Santos que pichou a estátua da Justiça, de autoria do mineiro Alfredo Ceschiatti, com batom, durante os atos de 8 de janeiro de 2023
Na decisão, Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição do uso de redes sociais e de comunicar-se com “os demais envolvidos, por qualquer meio”.
O ministro decidiu ainda que Debora está proibida de conceder entrevistas a qualquer meio de comunicação sem autorização do STF.
Ela escreveu “perdeu, mané“, em uma referência às falas do ministro Luís Roberto Barroso, ditas em resposta a um bolsonarista que o questionava durante uma viagem aos Estados Unidos. Apesar de ter pichado a frase, Debora negou que tenha invadido alguma das sedes dos Três Poderes naquele domingo.
A decisão do relator das investigações sobre os atos de 8 de janeiro ocorreu após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e após Moraes ser alvo de críticas – inclusive dentro do próprio STF – por ter sugerido uma pena de 14 anos de prisão para a cabeleireira, mais o pagamento de multa de 30 milhões de reais.
Como mostramos mais cedo, Gonet defendeu que a prisão preventiva dela, decretada em 9 de março, fosse convertida para prisão preventiva domiciliar.
A manifestação de Gonet não necessariamente representou um recuo em relação ao que a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia afirmado em outras decisões, quando o órgão defendeu a manutenção da prisão preventiva de Debora. Para Gonet, não houve fato novo que ensejasse o relaxamento dessa decisão. Mas ele entendeu que não havia mais necessidade da prisão em regime fechado, visto que o STF concluiu a instrução processual envolvendo a cabeleireira.
“Não obstante a permanência dos elementos autorizadores da custódia cautelar, o encerramento da instrução processual e a suspensão do julgamento do feito, com imprevisão quanto à prolação de acórdão definitivo, aliados à situação excepcional prevista no art. 318, V, recomendam a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, ao menos até a conclusão do julgamento do feito”, disse Gonet.
Como mostramos, o julgamento de Debora Rodrigues no STF – em plenário virtual – foi suspenso em virtude de um pedido de vistas do ministro Luiz Fux. O caso está na 1ª Turma. Moraes e Flávio Dino votaram por impor uma pena de 14 anos de prisão. Durante o julgamento da denúncia de Jair Bolsonaro, o ministro Fux afirmou que iria defender a revisão dessa pena.
“Eu vou fazer uma revisão dessa dosimetria. Porque, se a dosimetria é inaugurada pelo legislador, a fixação da pena é do magistrado. E o magistrado o faz à luz da sua sensibilidade, do seu sentimento em relação a cada caso concreto”, disse Fux.
O Antagonista
CASO MASTER PF avalia concluir investigação do Banco Master sem delação de Vorcaro
CASO MASTER Ciro Nogueira adquiriu imóvel de luxo antes de apresentar “emenda Master”, aponta investigação
POLÍTICA Decisão de Moraes sobre Lei da Dosimetria provoca reação no meio político
ECONOMIA Fintech investigada após sumiço de R$ 900 milhões deixou sede e fechou filiais
ECONOMIA Fintech some após suspender pagamentos e clientes relatam prejuízos milionários
FORAGIDO Goleiro Bruno é preso no Rio de Janeiro
RISCO Anvisa determina recolhimento de produtos da Ypê por risco de contaminação; empresa fala em 'decisão arbitrária'
8 DE JANEIRO Moraes nega pedido de redução de pena de “Débora do Batom”
IMPRESSIONANTE VÍDEO: Avião cai, bate em prédio e deixa dois mortos em Belo Horizonte; Globocop captou momento do acidente Mín. 22° Máx. 32°