
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou nesta quinta-feira, em Brasília, que o adiamento da votação do pedido de urgência do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro não representa o fim das conversações sobre o tema.
Hugo Motta adiantou que lideranças de partidos com representação superior a 400 parlamentares na Câmara optaram por não priorizar o projeto na próxima semana, mas destacou que essa decisão não retira o assunto da pauta do Poder Legislativo.
“Líderes que representam mais de 400 parlamentares da Casa decidiram que o tema não deveria entrar na pauta na próxima semana. Isso não significa que deixaremos de dialogar em busca de uma solução para a questão. Seguiremos conversando, principalmente com os partidos que defendem a pauta — os partidos de oposição, que solicitaram a inclusão de forma legítima — para que a Casa possa encontrar uma saída para esse tema”, explicou Hugo Motta.
O parlamentar ressaltou seu papel na definição da pauta de trabalho da Câmara dos Deputados e classificou a discussão do projeto de anistia como um tema "difícil e sensível para todos os parlamentares". Segundo ele, o Legislativo precisa avançar no diálogo sobre o mérito do projeto, o que representa um aspecto positivo para uma eventual aprovação.
Hugo Motta concluiu afirmando que os deputados não são favoráveis a penas exageradas ou a injustiças aplicadas às pessoas condenadas, razão pela qual continuarão atentos à condução das discussões sobre o projeto. Ouça:
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