
A primeira audiência de instrução e julgamento do processo que apura o feminicídio da farmacêutica Arlanza Jéssica dos Santos Ramalho, de 34 anos, foi adiada nesta segunda-feira (7). O procedimento seria realizado por videoconferência, mas foi suspenso após a defesa do acusado apresentar novos documentos ao processo.
Arlanza foi assassinada com golpes de faca dentro do próprio apartamento em 22 de fevereiro deste ano, no bairro Novo Horizonte, em Patos, Sertão da Paraíba. O acusado é seu ex-companheiro, Lúcio Ramay Oliveira Freitas, de 44 anos, preso em flagrante horas após o crime enquanto tentava fugir para João Pessoa dirigindo o carro da vítima. Desde então, ele se encontra detido e deve responder por feminicídio.
A remarcação da audiência para a próxima segunda-feira (14), às 8h, foi confirmada pela magistrada responsável pelo caso. A nova data, no entanto, não aliviou o sentimento de frustração de familiares e do advogado da assistência de acusação, Dr. Neto Gouveia, que representa diretamente os interesses da família da vítima.
“Ficamos com um sentimento de frustração muito grande em saber que nos preparamos tanto para que essa audiência ocorresse e, infelizmente, a defesa trouxe documentos que provocaram o adiamento”, declarou Neto Gouveia em vídeo nas redes sociais. “Mesmo que eu estivesse comprometido com outro tipo de situação, eu renunciaria tudo em nome da dignidade dessa família enlutada”, completou o advogado, conhecido por sua atuação firme em plenários do Tribunal do Júri.
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A nova audiência, também virtual, será restrita às partes envolvidas no processo, incluindo magistrado, Ministério Público, defesa e acusação. Na ocasião, deverão ser colhidos depoimentos e analisadas provas que podem levar à pronúncia do réu e seu posterior julgamento pelo Tribunal do Júri.
O caso Arlanza Jéssica chocou a cidade de Patos e ganhou repercussão estadual, sendo mais um episódio grave de violência contra a mulher que mobiliza a opinião pública e instituições pela responsabilização do autor e justiça à vítima.
Arlanza foi encontrada morta com golpes de tesoura nas primeiras horas do último sábado (22). O acusado do crime é seu, até então, companheiro, Lúcio Ramay Oliveira Freitas, de 44 anos, identificado como sargento reformado do Exército. Ele foi preso em flagrante na cidade de Santa Luzia, enquanto tentava fugir.
À polícia, Lúcio alegou ter presenciado a namorada sendo agredida por supostos sequestradores e, após isso, fugiu. A versão, no entanto, foi considerada inverossímil e aumentou as suspeitas contra ele.
O delegado Claudionor, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), afirmou que, segundo amigas da vítima, o casal estava junto há poucos meses, mantendo contato por mensagens no WhatsApp. Na sexta-feira (21), Lúcio chegou a Patos e saiu com Jéssica para um espetinho próximo à antiga Campal. Por volta das 21h, retornaram ao apartamento, onde o crime ocorreu.
Conforme o delegado, a gravação das imagens de segurança do prédio mostraram que no dia do crime, apenas o suspeito e a vítima entraram no apartamento onde o corpo foi encontrado. Os proprietários do imóvel informaram que Lúcio nunca havia visitado o apartamento antes.
O investigado era vinculado ao 31º Batalhão de Infantaria Motorizado de Campina Grande.
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Por Patos Online
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