
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), deflagrou nesta quinta-feira (17) uma operação que resultou na apreensão de 511 unidades de manteiga de garrafa "da terra" falsificada, que estavam sendo comercializadas em supermercados da zona sul de João Pessoa.
As investigações começaram após uma denúncia feita pela empresa detentora da marca original do produto. A partir das informações repassadas, os agentes localizaram o responsável pela distribuição da manteiga fraudulenta, que foi conduzido à Central de Polícia para prestar depoimento. O material foi recolhido e encaminhado para perícia.
Um inquérito foi instaurado na Delegacia de Defraudações para apurar a origem da produção falsificada, identificar o(s) responsável(is) pela fabricação e os demais envolvidos na rede de distribuição. Segundo o delegado Ademir Fernandes, o principal suspeito afirmou que fornecia a manteiga apenas para uma rede de supermercados da zona sul, mas a Polícia não descarta a possibilidade de que o produto tenha sido vendido a outros estabelecimentos da capital.
“Ainda estamos apurando o alcance da distribuição. É possível que mais pontos comerciais estejam envolvidos, o que amplia o potencial de dano à saúde pública e ao consumidor”, afirmou o delegado.
A Vigilância Sanitária de João Pessoa participou da ação e constatou que as manteigas estavam sendo embaladas de forma clandestina, com rótulos que indicavam falsamente origem no estado do Rio Grande do Norte. Além da produção ilegal, também foi identificada sonegação de impostos, o que agrava o caso com infrações fiscais.
Segundo os fiscais sanitários, a manteiga fraudulenta não passou por nenhum controle de qualidade, oferecendo risco à saúde dos consumidores. O produto original, de acordo com a denúncia, é fabricado no interior da Paraíba, enquanto a falsificação possivelmente tem origem em municípios do interior do Rio Grande do Norte.
O prejuízo inicial estimado é de R$ 5 mil, conforme depoimento do investigado. No entanto, a Polícia destaca que o dano vai além do financeiro, atingindo a confiança do consumidor e a saúde pública.
O homem detido foi ouvido e, após prestar depoimento, foi liberado, mas segue respondendo ao inquérito policial, que poderá culminar em acusações por falsificação de produtos alimentícios, fraude contra o consumidor, sonegação fiscal e crime contra a saúde pública.
As investigações continuam com o apoio da Secretaria da Fazenda e da Vigilância Sanitária, que devem adotar medidas administrativas e fiscais contra os envolvidos no esquema.
Por Patos Online



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