
Nesta quarta-feira (23), o senhor Everaldo Silva, pai de um adolescente de 14 anos, procurou o Patos Online para relatar uma situação envolvendo o atendimento prestado no Hospital Regional de Patos, no Sertão da Paraíba, ao menor após um acidente. Segundo o relato, seu filho, que tem transtornos psicológicos e sofreu um acidente com fratura no braço, acabou sendo liberado após apresentar comportamento agressivo, e agora aguarda para realizar um procedimento cirúrgico no membro lesionado.
O acidente ocorreu na sexta-feira, dia 18, quando o menor deu entrada no hospital com fratura no antebraço. Segundo o pai, após dois dias sem intervenção cirúrgica e diante do comportamento agressivo do filho, ele assinou um termo de responsabilidade para levá-lo para casa, com a intenção de retornar à unidade médica na segunda-feira (21).
“Estou com um menino em casa, com o braço inchado. Não passaram remédio, não fizeram nada”, afirmou Everaldo em áudio enviado à equipe.
O pai ainda alegou que, ao retornar com o filho na segunda-feira, não conseguiu mantê-lo internado e voltou a levá-lo para casa, sem que o procedimento fosse realizado. Agora, a família aguarda enquanto o jovem segue com dores no local fraturado.
Procurado pela reportagem, o diretor técnico do Hospital Regional de Patos, Dr. Pedro Augusto, esclareceu os procedimentos adotados no caso. Segundo ele, o jovem deu entrada com fratura traumática e teve a cirurgia programada para a segunda-feira, dentro do prazo necessário para exames pré-operatórios, risco cirúrgico e organização de materiais.
“Todo paciente ortopédico e vítima de trauma precisa de preparo. O procedimento não é imediato, leva de dois a três dias. No caso do jovem, o material estava disponível e a cirurgia já estava programada”, explicou.
Ainda segundo o médico, no sábado, o adolescente teve episódios de agressividade, xingamentos e cusparadas contra os profissionais, o que levou o pai a optar pela retirada do filho da unidade, com o apoio do setor de assistência social.
Na segunda-feira, com a expectativa de uma cirurgia imediata, o pai retornou ao hospital, mas não compreendeu que seria necessário reiniciar o processo de preparação. No dia seguinte, segundo o diretor, assinou novo termo de retirada voluntária do filho, mesmo ciente da necessidade de intervenção cirúrgica.
“O jovem não deixou de ser assistido em momento algum. Estava fazendo uso de anti-inflamatórios e analgésicos. Mas é fundamental que ele realize a cirurgia, sob risco de deformidade permanente ou limitação funcional no braço”, destacou Dr. Pedro Augusto.
Ouça abaixo a fala do diretor técnico Dr. Pedro Augusto:
Até o momento, o adolescente não passou pelo procedimento necessário e permanece em casa, conforme relato do pai.
A direção do hospital reafirmou que o paciente será novamente acolhido e atendido assim que retornar, seguindo os protocolos clínicos exigidos para esse tipo de caso.
A reportagem continuará acompanhando o desenrolar da situação.
Por Patos Online
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