
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, neste sábado (16), o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro. O casal segue preso preventivamente após decisão da desembargadora plantonista Lilian Correia Cananéa, que indeferiu a liminar para soltura.
Os dois foram presos na sexta-feira (15), em uma residência localizada em Carapicuíba, na Grande São Paulo, suspeitos de envolvimento em crimes de exploração e exposição de menores em redes sociais, além de tráfico humano. Eles passaram por audiência de custódia neste sábado.
De acordo com os advogados, não haveria justificativa para a prisão, já que as investigações tramitam desde 2020. O advogado Sean Abib, que integra a equipe de defesa, afirmou que “esses fatos vêm sendo apurados há anos e, até então, não havia nenhuma irregularidade constatada pelo Ministério Público”.
Na sexta-feira, após a prisão, o advogado Felipe Cassimiro também classificou a decisão como “genérica” e “ilegal”.
O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Antonio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux. No despacho, o magistrado destacou haver indícios de que os investigados estariam tentando eliminar documentos e influenciar testemunhas, o que, segundo ele, poderia comprometer o andamento das investigações.
“A prisão dos investigados apresenta-se, portanto, como medida imprescindível para a preservação da instrução processual, protegendo as provas e as testemunhas de novas investidas ilícitas”, afirmou o juiz.
O delegado Fernando David de Melo Gonçalves, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), informou que o casal estava em rota de fuga do Brasil. Segundo ele, havia indícios de que a saída ocorreria por Foz do Iguaçu ou pelo Sul do país.
Durante a operação, a polícia encontrou cerca de oito pessoas na residência, entre assessores e conhecidos do casal. Todos foram liberados após prestarem esclarecimentos, já que não havia mandados de prisão contra eles.
O caso é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O inquérito apura denúncias de “adultização” de crianças e adolescentes em vídeos produzidos e publicados por Hytalo e também por Euro.
O caso ganhou repercussão nacional após denúncias do youtuber Felca, que expôs conteúdos suspeitos nas redes sociais.
Celulares e materiais apreendidos na casa do casal foram lacrados e encaminhados para investigação na Paraíba, onde o processo deve tramitar.
Por Patos Online
Com informações complementares do g1 PB
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