
Testemunhas do caso Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, que são réus por produzir conteúdos pornográficos com adolescentes, vão ser ouvidas na terça-feira (4), às 9h, no Fórum Criminal de Bayeux, em uma audiência de instrução sobre o processo.
Vai ser a primeira audiência de instrução sobre o caso do influenciador e do marido dele, que estão presos na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como presídio do Roger. Nessa primeira audiência, testemunhas de defesa e da acusação vão ser ouvidas.
Segundo a defesa dos investigados, tanto Hytalo Santos quanto Israel Vicente podem ou não ser ouvidos na audiência de amanhã. No entanto, isso depende de definições do magistrado responsável pela audiência.
Ao g1, a defesa dos investigados disse que não tem em mente entrar com um novo habeas corpus pedindo a liberdade dos dois. Em outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um novo pedido de habeas corpus para soltura do influenciador e do marido dele.
A 2ª Vara Mista de Bayeux aceitou parcialmente a denúncia e tornou réus Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, por produção de conteúdo pornográfico com crianças e adolescentes.
Essa decisão determinou o desmembramento do processo, de forma que outros três crimes relacionados à exploração sexual e imputados aos investigados devem ser analisados pela Vara Criminal do município.
O influenciador Hytalo Santos e o marido dele foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) pelos crimes de tráfico de pessoas, produção de material pornográfico e favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis.
De acordo com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é responsável pelas investigações, a apuração revelou um modus operandi estruturado e premeditado, voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes, caracterizado pela utilização de artifícios de fraude, promessas de fama e vantagens materiais para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade.
O MP apontou que procedimentos estéticos e tatuagens de caráter sexualizado eram realizados, além de ambos fazerem rígido controle sobre as rotinas e meios de comunicação dos adolescentes. Um pedido de indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões também foi requisitado.
Fonte: g1 PB
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