
A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) vai iniciar, no próximo dia 17 de novembro, o rodízio no abastecimento de água em Patos, no Sertão paraibano. A informação foi confirmada pelo gerente regional da Cagepa, Jônatas Raulino, em entrevista concedida à jornalista Wânia Nóbrega, da Rádio Espinharas FM, nesta quarta-feira (5).
De acordo com Jônatas, a decisão foi tomada diante do colapso hídrico iminente da Barragem da Farinha, que atualmente está com apenas 2,81% da capacidade total — o equivalente a 722.480 metros cúbicos de água, segundo atualização da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA).
O gerente explicou que, a partir do dia 17, o abastecimento passará a ocorrer por setores, com cada bairro ficando dois dias por semana sem água. O cronograma detalhado, com os dias específicos de cada área, será divulgado nos próximos dias.
“Cada setor vai ter ausência do abastecimento por dois dias na semana. Vamos começar no dia 17. Essa medida é necessária porque, com o colapso hídrico da Barragem da Farinha, perdemos o volume de água bruta necessário para abastecer plenamente a cidade”, afirmou Raulino.
Apesar da situação crítica, a Cagepa ainda está captando parte da água da Barragem da Farinha, que, segundo o gerente, já apresenta uma alta carga de matéria orgânica, tornando o tratamento mais complexo. Para amenizar o impacto, a companhia vem realizando a mistura com águas dos mananciais de Coremas, Capoeira e Jatobá, o que tem permitido manter o abastecimento até o momento.
Jônatas destacou ainda que, durante todo o ano, a Cagepa poupou o uso da água dos mananciais locais, intensificando a captação a partir do Açude de Coremas, mesmo com o aumento dos custos operacionais.
“Mesmo com o gasto de energia maior, o interesse público era preservar as barragens locais, principalmente a Farinha, cuja tendência de colapso já era prevista desde o fim das chuvas”, explicou.
O gerente também reforçou que o colapso do reservatório não pode ser evitado apenas com a interrupção total da captação, já que a evaporação provocada pelas altas temperaturas retira mais água do que o volume captado pela Cagepa.
Por fim, Jônatas assegurou que o rodízio será organizado de forma mais clara e previsível para a população, com dias fixos de abastecimento e suspensão por setor, diferente de períodos anteriores de racionamento mais severos.
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Por Patos Online
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