
A PF (Polícia Federal) cumpriu na manhã desta terça-feira (17) mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra suspeitos de vazarem dados fiscais sigilosos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus parentes.
A ordem para a operação foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A ação foi deflagrada no âmbito de uma investigação aberta dentro do inquérito das fake news.
Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta terça-feira nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os alvos trabalham na Receita Federal e são suspeitos de vasculhar e vazar dados fiscais de ministros e parentes deles.
Moraes determinou ainda, atendendo solicitação da PGR (Procuradoria-Geral da República), medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.
O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, que à época presidia o STF, por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator da investigação.
Moraes determinou em janeiro a abertura de uma nova investigação para apurar se o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e a Receita Federal quebraram de forma ilegal o sigilo fiscal de integrantes da Suprema Corte e seus familiares.
A iniciativa de Moraes foi tomada em meio a revelações relacionadas ao avanço das investigações sobre o Banco Master. Nos últimos meses, vieram à tona negócios de Toffoli e parentes com fundos ligados a Daniel Vorcaro e o contrato de R$ 129 milhões do Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes.
Em nota, a Receita informou que não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, considerado pela instituição um pilar básico do sistema tributário.
A instituição afirma que Moraes determinou a realização de auditoria nos sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros do STF e parentes nos últimos três anos.
De acordo com a Receita, a auditoria está em andamento e desvios já detectados foram informados a Moraes. “Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, diz a instituição.
Fonte: CNN Brasil
LUTO NA MÚSICA Morre cantor Netinho, do hit “Milla”, aos 60 anos após câncer
TRAGÉDIA Três militares morrem após queda de avião da PM em Minas Gerais
APURAÇÃO PF vai abrir inquérito para investigar incêndio na UFPE; prejuízo estimado é de R$ 100 milhões Mín. 23° Máx. 36°