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Brasil INVESTIGAÇÃO

Dino autoriza PF a abrir 3ª investigação contra Lulinha por tráfico de influência

O ministro Flávio Dino, do STF, foi sorteado relator do terceiro pedido de inquérito contra o filho de Lula por tráfico de influência

04/08/2026 às 14h55
Por: Higor Oliveira Fonte: Metrópoles
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Foto: Luiz Silveira/STF
Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir o terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O pedido foi realizado pela corporação, mais uma vez, por suspeita de tráfico de influência.

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Os dois pedidos anteriores foram distribuídos ao ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O terceiro foi destinado, por sorteio, ao ministro Dino.

Inquéritos contra Lulinha

  • Ministério da Saúde: é investigado por suspeita de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal. O inquérito já foi autorizado por Mendonça.
  • Dataprev: a PF suspeita de que um empresário do setor de tecnologia tenha atuado em conjunto com Lulinha, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de obter contratos com o governo federal por meio da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). O inquérito também foi autorizado por Mendonça.
  • 3Structure It: Lulinha é suspeito de usar a influência decorrente de sua condição de filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para favorecer empresas parceiras. Inquérito foi autorizado por Dino.

Na última quinta-feira (30/7), Mendonça autorizou a abertura do primeiro inquérito para apurar a suposta atuação de Lulinha em negociações envolvendo a autorização da comercialização de cannabis medicinal em contrato ligado ao Ministério da Saúde.

A investigação deverá apurar se o empresário atuou em benefício de empresa ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado por suspeita de participação no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

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Também na semana passada, Mendonça autorizou o segundo inquérito, que investigará a relação de Lulinha com empresário do setor de tecnologia suspeito de buscar contratos junto à Dataprev.

Terceiro pedido de inquérito

No terceiro pedido encaminhado ao STF, a PF sustenta que Lulinha é suspeito de tráfico de influência para favorecer empresas parceiras. Segundo os investigadores, ele teria utilizado o nome do presidente Lula para facilitar negócios e investimentos envolvendo a empresa 3Structure IT, que atua no setor de tecnologia.

A empresa mantém contratos que somam R$ 55,7 milhões com o governo federal.

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O primeiro foi firmado, em novembro de 2022, com o Centro Integrado de Telemática do Exército para o fornecimento de soluções de tecnologia da informação e comunicação voltadas à ampliação da infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército.

Inicialmente com valor de R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano.

escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril do ano passado e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência à época, Carlos Lupi.

Fonte: Metrópoles

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