
A mulher que morreu após comer em uma pizzaria na cidade de Pombal, no Sertão da Paraíba, nesta terça-feira (17), foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Engenheira agrônoma e servidora pública, Rayssa é descrita por familiares como alguém que era 'alegre e acolhedora'.
Além de Rayssa, outras 117 pessoas tiveram que passar por atendimento em unidades de saúde na cidade com sintomas de intoxicação alimentar. Todas elas relataram ter comido na pizzaria.
Inicialmente, o número de atendidos por duas unidades de saúde estava em 114, contabilizando a mulher que morreu, mas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pombal, um dos locais que recebeu pacientes, informou, na noite desta terça-feira (17), que mais quatro pessoas que comeram na pizzaria foram atendidas no local.
Raysa Maritein era servidora da prefeitura de Pombal e atuava na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Ela mantinha um relacionamento com o namorado há cerca de 1 ano. Ela esteve na pizzaria com o namorado na noite do domingo (15).
"Era uma pessoa alegre, simples, acolhedora. Rayssa era servidora pública, engenheira agrônoma, não tinha filhos e não era casada. (Era) divertida", disse a prima de Rayssa, Izabele Freitas.
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a morte de Rayssa Maritein e também os casos suspeitos de intoxicação alimentar. A pizzaria foi interditada pela Vigilância Sanitária de Pombal e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) fez uma vistoria onde encontrou irregularidades, como insetos e alimentos mal-acondicionados.
Duas pessoas ainda estão internadas após darem entrada no Hospital Regional de Pombal, uma criança de 8 anos e também uma mulher. As duas pessoas recebem atendimento da unidade.
Conforme a prima de Rayssa, a pizza que o casal comeu foi do sabor carne de sol. O Hospital Regional de Pombal informou que a mulher deu entrada na unidade um dia depois, na segunda-feira (16) apresentando diarreia, vômitos e dor abdominal, sintomas associados à ingestão alimentar.
Em nota, a unidade de saúde afirmou que a "paciente apresentou rápida evolução clínica, sendo prontamente assistida pela equipe médica e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em estado geral gravíssimo, com sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave". Por volta das 8h59 desta terça-feira (17), a morte foi confirmada.
Ainda no domingo, após retornarem para casa, os dois começaram a passar mal e foram para o Hospital Regional, receberam atendimento e foram liberados. No entanto, na manhã desta segunda-feira (16), a mulher deu entrada novamente na unidade de saúde, onde permaneceu internada até vir a óbito nesta terça-feira (17).
Exames periciais com o material encontrado na pizzaria e também no corpo da mulher morta vão ser feitos, tanto pela Polícia Civil quanto por órgãos de saúde, como a Agevisa-PB, respectivamente. Ainda não há prazo para a realização desses exames.
De acordo com a família de Rayssa, o velório dela vai acontecer no Auditório da UBS Solar das Oiticicas, a partir das 18h, em Pombal. No local também vai ser realizada uma missa de corpo presente às 22h.
O sepultamento da vítima vai acontecer na quarta-feira (18), às 8h, no Cemitério São Francisco, também na cidade.
Em nota, a Prefeitura Municipal de Pombal lamentou a morte da servidora pública e se solidarizou com familiares e amigos.
A família da vítima também emitiu uma nota, onde cobra "justiça" pelo caso e que pede "apuração rigorosa e transparente dos fatos". A família também disse que "caso sejam identificados responsáveis, que estes sejam devidamente responsabilizados na forma da lei".
Cerca de 118 pessoas precisaram de atendimento em duas unidades de saúde. Os pacientes apresentaram sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia e mal-estar geral. Os atendimentos ocorreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e no Hospital Regional de Pombal.
Segundo a UPA, 44 pacientes foram atendidos na unidade com sintomas relacionados ao quadro de intoxicação alimentar até a manhã desta terça-feira (17). No local, os pacientes relataram em comum o consumo de pizza proveniente do mesmo estabelecimento comercial da cidade, consumida na noite do domingo.
No Hospital Regional de Pombal, outras 74 pessoas também deram entrada com sintomas semelhantes, sendo 36 atendimentos no domingo (15) e 38 na segunda-feira (16), totalizando 114 atendimentos relacionados ao caso.
O Hospital Regional de Pombal informou que apenas um dos pacientes, uma criança de oito anos, permanece internado. A UPA de Pombal disse que todos os 40 que deram entrada na unidade receberam atendimento e tiveram alta.
Após os casos, a pizzaria citada segue interditada pela Vigilância Sanitária de Pombal. Para realizar a interdição, equipes realizaram uma vistoria técnica no local e apreenderam materiais e insumos para coleta e análise laboratorial.
O dono da pizzaria investigada após a morte de uma mulher e o atendimento médico de cerca de 118 pessoas que consumiram alimentos no local se pronunciou sobre o caso. Ele afirmou que está colaborando com as investigações, disse que "não teve intenção de machucar ninguém" e declarou que "não sabe o que aconteceu" com a comida no estabelecimento.
Em um vídeo, ele disse também que lamenta a morte da mulher de 44 anos e todo o transtorno causado para as pessoas que tiveram que passar por atendimento médico.
"Quero salientar também que jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa, prejudicar qualquer pessoa. Porque eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida. Então, jamais iria me sabotar, jamais iria prejudicar, porque tudo o que conquistei foram seis anos de muita luta, muita renúncia e dificuldade. Minha última intenção seria prejudicar justamente os clientes que dão meu sustento, que dão meu pão", disse.
Sobre as investigações, ele afirmou que está colaborando com todos os órgãos citados e que também procura entender como aconteceu o caso que levou essa quantidade de pessoas a procurar atendimento médico.
"Eu estou colaborando com a vigilância, fornecendo amostras, com a Polícia Civil também, que eles pediram também, estamos enviando isso, estou entregando porque eu preciso da verdade. (Estou colaborando) com a prefeitura também. Eu preciso da verdade para me sentir bem", ressaltou.
No vídeo, a advogada Raquel Dantas, que representa o proprietário no caso, disse que durante a "inspeção não foi encontrado nenhum produto, nenhum material de manuseio para a fabricação das pizzas, nada que estivesse fora da validade, nada que estivesse estragado".
Ela citou ainda que "possivelmente pode existir, por exemplo, bactérias que não conseguimos ver a olho nu" e reforçou que o proprietário está à disposição para colaborar.
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Fonte: g1 PB
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