
As comissões parlamentares de inquérito que passaram a investigar o Banco Master não conseguiram localizar e notificar Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, para que ela preste esclarecimentos. Tanto a CPI do Crime Organizado quanto a CPMI do INSS aprovaram a convocação da influenciadora, que mora nos Estados Unidos.
A CPMI do INSS marcou para a segunda-feira (20/3) o depoimento de Graeff. A oitiva deveria ser uma das últimas no colegiado, que deverá encerrar os trabalhos até o próximo dia 28. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o relatório final será votado na quinta-feira (26/03).
Martha Graeff entrou no centro das investigações do Master após o vazamento de mensagens trocadas por ela e Vorcaro entre 2024 e 2025. Nos diálogos com a ex-noiva, Vorcaro citou políticos, ministros e integrantes do mercado financeiro.
As mensagens também levantaram suspeitas de que o dono do Banco Master tentou ocultar o patrimônio colocando imóveis e fundos em nome da namorada – algo que ela nega.
Como mostrado pelo Metrópoles, Graeff terminou o relacionamento com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025, que se deu simultaneamente à liquidação do Master pelo Banco Central.
Após a veiculação das conversas, a socialite disse, por meio da assessoria, que terminou o relacionamento com o banqueiro “há alguns meses” e que mora nos Estados Unidos há mais de 20 anos.
Depois da CPMI, foi a vez da CPI do Crime Organizado aprovar a convocação da socialite. O depoimento foi marcado para a quarta-feira (25/3). Apesar da proximidade das datas, integrantes das cúpulas dos colegiados disseram à reportagem que não receberam retorno dos contatos com a defesa nem com Martha Graeff em si.
Com a ajuda da polícia do Senado, as equipes técnicas conseguiram localizar e-mails e alguns possíveis números da Martha Graeff. A estes endereços foram encaminhadas as intimações, ainda sem algum retorno.
A convocação exige a presença obrigatória de pessoas classificadas pelas CPIs como testemunhas. Ainda assim, a defesa dos convocados pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar tornar o comparecimento facultativo, sob o argumento de que o depoente, na verdade, figura como investigado — condição que o desobriga de comparecer. Essa estratégia foi adotada por Vorcaro quando ele foi convocado.
Fonte: Metrópoles
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