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Orós, segundo maior açude do Ceará, volta a sangrar em 2026

Localizado na Bacia do Alto do Jaguaribe, o manancial chegou a 100% da capacidade e voltou a verter, como ocorreu em 2025, após 14 anos sem sangrar.

15/04/2026 às 11h25
Por: Felipe Vilar Fonte: Diário do Nordeste
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Foto: Imagens cedidas por Lucas Drone & Imagens
Foto: Imagens cedidas por Lucas Drone & Imagens

Chegou ao fim nesta quarta-feira (15) a espera pela sangria do Açude Orós: o segundo maior reservatório do Ceará, localizado na Bacia do Alto do Jaguaribe, chegou a 100% da capacidade e voltou a verter, como ocorreu em 2025, após 14 anos sem sangrar.

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Segundo o secretário municipal de Turismo de Orós, Eduardo Barbosa, o fenômeno ocorreu hoje, por volta das 8h30. O Instagram oficial da Prefeitura já celebra o acontecimento, que segundo a gestão, é um momento de "alegria, esperança e renovação" para a população local. 

segunda maior “caixa d’água" do Estado, com capacidade para armazenar 1,9 bilhão de metros cúbicos (m³), encerrou 2025 com um bom volume acumulado e, somado ao aporte recebido em 2026, voltou a atingir sua capacidade máxima.

Embora já tenha alcançado seu volume máximo, a sangria do açude ainda ocorre em um baixo nível, mas a expectativa é de que esse volume que está vertendo deve continuar subindo. 

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A expectativa pela sangria do Orós era tão grande que a Prefeitura da cidade instalou uma câmera para monitorar em tempo real o fenômeno.  Assim como no ano passado, o fato agora gera alegria e celebração na região, já que a água que está vertendo no reservatório ajuda no abastecimento de diversos territórios, esse ano, inclusive, no da Região Metropolitana de Fortaleza.

açude tem múltiplos usos, dentre eles, a perenização do Rio Jaguaribe, a irrigação do Médio e Baixo Jaguaribe e a piscicultura. 

Desde o final de fevereiro, conforme deliberação dos Comitês de Bacia dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) faz a transferência das águas do Orós e do Castanhão (o maior do Ceará) para o sistema integrado que atende Fortaleza e municípios da RMF. 

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Veja imagens em tempo real do Orós: 

Monitoramento do volume

O volume do Orós é medido tanto pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que administra o açude, quanto pela Cogerh. A forma de monitorar a sangria tem distinção de um órgão para o outro. 

Segundo a Cogerh, o Dnocs usa os dados antigos, do projeto original feito quando o açude foi construído. Já a Cogerh usa estudos mais recentes, que levam em conta mudanças no fundo do reservatório ao longo do tempo, como acúmulo de sedimentos. Por isso, os percentuais podem variar, mesmo se referindo ao mesmo açude.

Nas margens do açude há uma régua instalada onde um fiscal faz a leitura diária e repassa as informações ao município. É dessa forma que a gestão municipal, acompanha e se prepara para esse momento, explica o secretário municipal de Turismo, Eduardo Barbosa. 

“Todos os dias a gente observa essas informações, que mostram o nível do açude, o volume de água e como ele está se comportando com as chuvas e entradas. É com base nesses dados que o município se organiza e se planeja”. - Eduardo Barbosa, Secretário municipal de Turismo de Orós.

Quando há sangria do açude, aponta ele, uma força-tarefa é montada, sobretudo, nos fins de semana, “quando o fluxo de visitantes aumenta bastante”. Nessa operação, informa, “entram equipes de apoio com seguranças, bombeiros civis, Demutran, salva-vidas e, se necessário, a Marinha do Brasil para fiscalização nas áreas aquáticas”.

A sangria do açude é também oportunidade, segundo Eduardo, para movimentar o turismo local, “com programações culturais aos fins de semana, valorizando bandas da terra  aquecendo do comércio local, pousadas e restaurantes, e reforçando orientações sobre os cuidados com o meio ambiente, garantindo lazer com responsabilidade para todos”.

Histórico do Orós

Até 2002, o Orós foi o maior reservatório do Estado, perdendo o posto quando o Castanhão, que tem capacidade de acumular 6,7 bilhões m³ de água, foi construído. No histórico recente do Orós, após ter vertido em 2011, o reservatório passou a ter o volume reduzido de forma gradual ano a ano. 

No ciclo de seca que afetou o estado entre 2012 e 2018 (e em alguns lugares até 2020), o Orós chegou a ficar, em 2020, com apenas 4,73% do volume. Depois disso, teve início um ciclo de recuperação.  Em 2025, voltou a sangrar após 14 anos. 

Fonte: Diário do Nordeste

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