
A paralisação das atividades da fintech Naskar Gestão de Ativos e o desaparecimento dos três sócios da empresa reacenderam o alerta sobre possíveis esquemas de pirâmide financeira no Brasil. Embora as investigações ainda estejam em fase inicial e não haja confirmação oficial de golpe, o caso já vem sendo comparado a fraudes milionárias que marcaram o país nas últimas duas décadas.
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Segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles, os principais casos de pirâmide financeira registrados no Brasil nos últimos 20 anos movimentaram cerca de R$ 100 bilhões, valor superior ao orçamento anual do Governo do Distrito Federal em 2026.
Entre os casos mais conhecidos está o da GAS Consultoria, liderada por Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”. A empresa prometia retorno mensal de 10% em investimentos com criptomoedas e teria causado prejuízo estimado em R$ 38 bilhões. Glaidson está preso desde 2021.
Outro caso de grande repercussão foi o da Unick Forex, investigada por operar esquema de pirâmide com promessas de lucros rápidos e bonificações por indicação de novos investidores. O rombo estimado chegou a R$ 28 bilhões.
Também aparecem na lista golpes como Atlas Quantum, Telexfree, Braiscompany, Avestruz Master e Fazendas Reunidas Boi Gordo, todos marcados por promessas de altos rendimentos, marketing agressivo e milhares de vítimas em diferentes regiões do país.
Na Paraíba, a Braiscompany ganhou notoriedade após movimentar cerca de R$ 1,5 bilhão em criptoativos. Os sócios da empresa respondem por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro.
Caso Naskar
A Naskar Gestão de Ativos atuava há 13 anos no mercado e prometia retorno de até 2% ao mês aos investidores, percentual acima do praticado por instituições financeiras tradicionais.
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O problema veio à tona após os pagamentos previstos para o início de maio não serem realizados. Desde então, clientes afirmam não conseguir contato com os sócios Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu.
Além disso, o aplicativo da empresa saiu do ar e investidores relatam dificuldades para acessar informações sobre os valores aplicados.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso, que já gerou dezenas de boletins de ocorrência. Até o momento, os clientes ainda não receberam confirmação sobre quando poderão reaver os recursos investidos.
Por Patos Online
Com informações do Metrópoles
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