
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter cometido uma falta grave ao manter uma arma de fogo vinculada a ele durante o período em que cumpre prisão domiciliar humanitária.
A manifestação foi feita em despacho encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira (24), após a apreensão de uma pistola que, segundo Bolsonaro, é de sua propriedade. A arma estava com um sargento do Exército durante uma abordagem realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
No documento, Moraes citou a Lei de Execução Penal, que considera falta grave a posse indevida de instrumento capaz de colocar em risco a integridade física de outras pessoas. Para o magistrado, a situação pode configurar descumprimento das condições impostas ao ex-presidente.
O ministro também lembrou que a legislação prevê punições que vão desde a perda de benefícios até a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao regime prisional.
Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal na última terça-feira (23) e admitiu ser o proprietário da arma. Segundo informações divulgadas, ele afirmou que manteve o armamento por considerar necessário garantir a segurança da residência onde vive com familiares.
De acordo com a investigação, a pistola foi apreendida no dia 15 de junho durante uma blitz em Taguatinga, no Distrito Federal. O militar que transportava a arma relatou que recebeu o equipamento para verificar uma falha mecânica e que pretendia devolvê-lo após o conserto.
A defesa do ex-presidente sustenta que a arma estava sem condições de uso, devido à retirada de uma peça interna, e afirma que Bolsonaro solicitou apenas a manutenção do armamento. Os advogados também apresentaram documentação que comprovaria a autorização legal para a posse da pistola.
Diante do caso, Alexandre de Moraes determinou que a PGR se manifeste em até 48 horas sobre a eventual caracterização de falta grave.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação relacionada ao processo sobre tentativa de golpe de Estado. O benefício tem prazo previsto para terminar nesta quinta-feira (25). Seus advogados defendem a manutenção da medida, alegando problemas de saúde e um quadro clínico considerado complexo.
Por Patos Online
Com informações do Metrópoles
INVESTIGAÇÃO Digimais usou dívida que vem desde 1942 para inflar balanço, diz PF
SEGURANÇA Ministério da Justiça identifica 132 suspeitos de extremismo digital em cinco meses
ALERTA FALSO Defesa Civil: sistema de alerta nacional é retirado do ar após ataque
Eleições 2026 Brasil tem quase 159 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro
Sem taça Seleção do Uruguai é detentora do maior jejum de títulos da história das copas
TRAGÉDIA Cantor americano Oliver Tree e youtuber argentino Gaspi estão entre as vítimas de acidente com helicópteros no Rio de Janeiro Mín. 20° Máx. 35°