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Brasil ACORDO

Após falar com Lula, Trump pede que equipe trabalhe por acordo sobre tarifa

Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, Brasil e EUA estão sintonizados e buscam construir um acordo entre os dois países

31/08/2026 às 20h50 Atualizada em 01/09/2026 às 20h34
Por: Higor Oliveira Fonte: Metrópoles
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos se reuniram, na tarde desta segunda-feira (31/8), para dar sequência às negociações comerciais retomadas após ligação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

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Após o encontro virtual com representantes do governo norte-americano, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, detalhou a orientação de Trump para que a equipe norte-americana trabalhe para negociar um acordo com o Brasil sobre as tarifas.

“A reunião só foi possível com a conversa direta do presidente Lula com o presidente Trump. Nós deixamos que o propósito do Brasil é que trabalhemos para que se tenha um acordo, o mais abrangente possível, que afaste essas tarifas indevidas. E, por outro lado, disseram que a recomendação do presidente Trump é para que trabalhemos para um acordo”, disse o ministro em entrevista coletiva.


Tarifaço

  • Duas tarifas adicionais: os EUA impuseram neste ano cobranças extras sobre produtos brasileiros, de 25% e 12,5%.
  • Tarifa de até 37,5%: dependendo do produto, as duas alíquotas podem ser aplicadas simultaneamente.
  • Setores afetados: a tarifa de 25% passou a atingir, em julho, produtos como máquinas, móveis, etanol, açúcar e calçados.
  • Itens poupados: produtos importantes da pauta brasileira, como café, carne bovina e aeronaves, ficaram de fora da tarifa de 25%.
  • Justificativa dos EUA: o governo norte-americano acusou o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais.
  • Temas investigados: o USTR citou questões envolvendo comércio digital, Pix, acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual e desmatamento.
  • Base legal: a investigação foi conduzida sob a Seção 301, que permite aos EUA adotar medidas comerciais de retaliação.

O ministro Rosa expressou otimismo para que seja firmado um acordo entre Brasil e EUA. Um dos temas tratados na reunião desta segunda (31/8) foi o Pix. Para o ministro, não há a possibilidade de o governo Lula negociar o modelo de pagamento.

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“O Pix é um patrimônio do Brasil. Mais de 80% dos brasileiros usam Pix. Não há a possibilidade de negociarmos o Pix, isso foi ressaltado”, frisou.

Além de representantes técnicos, o ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, esteve presente.

A conversa foi a primeira rodada técnica formal após o telefonema entre os dois chefes de Estado em que houve acordo para reabrir o canal de diálogo sobre tarifas comerciais impostas pelos EUA a produtos brasileiros.

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“Teremos reuniões técnicas para acertar as bases. Não vamos seguir na linha do que vinha antes, era uma proposta de acordo muito genérica. O Brasil já recusou. Insistimos nesse ponto na negociação. Estou muito otimista. Após o telefonema de Lula e Trump, há uma indicação clara do Trump por um acordo”, concluiu Rosa.

Fonte: Metrópoles

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