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Sindicalista fala sobre greve dos Correios em Patos

Carlos Viana critica proposta de acordo coletivo, cita retirada de direitos e afirma que mobilização dos trabalhadores é forte em diferentes regiões do país

11/09/2026 às 18h30
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A paralisação dos trabalhadores dos Correios e as reivindicações da categoria foram tema de entrevista concedida ao Patos Online por Carlos Viana, diretor sindical do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), responsável pela área de finanças e com atuação na base de Patos.

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Durante a entrevista, Viana afirmou que a categoria não está satisfeita com a proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027. Segundo ele, os trabalhadores avaliam que a proposta mantém medidas que representam retirada de direitos e precarização das condições de trabalho.

Entre os pontos citados pelo diretor sindical estão o fechamento de agências e uma reestruturação em andamento nos Correios. De acordo com Viana, trabalhadores de unidades que forem fechadas deverão ser realocados para outros locais, o que, em sua avaliação, pode resultar em precarização dos postos de trabalho e possíveis demissões.

Sobre a proposta salarial, Carlos Viana afirmou que a empresa passou a oferecer 4,37% de reajuste nos salários e benefícios, percentual correspondente ao INPC mencionado por ele. O diretor sindical disse ainda que a proposta inclui um acordo com duração de dois anos e mantém as demais cláusulas do acordo coletivo anterior.

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Viana também citou cláusulas do acordo 2025-2026 que, segundo ele, estão sendo discutidas judicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os pontos mencionados estão questões relacionadas ao plano de saúde, o pagamento de 70% nas férias, o benefício extra pago em dezembro, conhecido entre os trabalhadores como “vale-peru”, e o repouso remunerado de 200% para trabalhos realizados nos fins de semana quando houver convocação.

Segundo o diretor sindical, essas cláusulas não foram contempladas na atual proposta apresentada pela empresa, motivo pelo qual os trabalhadores mantêm a resistência ao acordo.

Ao falar sobre a mobilização, Carlos Viana afirmou que a paralisação tem apresentado forte adesão em diferentes partes do país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

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As declarações foram dadas em entrevista ao Patos Online, no contexto da mobilização dos trabalhadores dos Correios em torno das negociações do Acordo Coletivo 2026-2027.

Por Patos Online

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