O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (14) que está suspendendo o financiamento para a Organização Mundial de Saúde (OMS) enquanto uma revisão será realizada. Como o orçamento foi aprovado pelo Congresso e a sanção cabe ao presidente, ele tem poder de adotar sozinho essa medida.
Trata-se de um passo além da ameaça que Trump fez recentemente. Ele havia dito que cogitaria cortar um valor adicional que os americanos repassam para projetos especiais da OMS. Agora, o congelamento atinge a anualidade que os EUA pagam, que corresponde a cerca de 20% do orçamento da entidade.
Em entrevista coletiva, Trump disse que essa revisão vai analisar o "papel da OMS em administrar gravemente mal e encobrir a disseminação do coronavírus". O presidente americano acusa a entidade de ter sido leniente com a China durante os estágios iniciais da pandemia, deixando de cumprir a sua tarefa de informar ao mundo a real dimensão da crise.
Como exemplo, ele citou uma crítica da OMS à posição americana de restringir viagens oriundas da China durante esta primeira fase.
"Outras nações e regiões que seguiram as diretrizes da OMS e mantiveram suas fronteiras abertas para a China aceleraram a pandemia em todo o mundo", disse Trump. "A decisão de outros países importantes de manter as viagens abertas foi uma das grandes tragédias e oportunidades perdidas desde os primeiros dias", continuou.
O presidente disse que essa posição da entidade "causou muitas mortes". “O que fazem com todo o dinheiro que mandamos?”, questionou.
Disputa política
A declaração de Donald Trump vem em um momento em que a Casa Branca está sofrendo muitas críticas em virtude da condução da crise em seus primeiros momentos. Reportagem da emissora norte-americana ABC News revelou que o governo dos Estados Unidos foi avisado diversas vezes por agentes de inteligência de que o coronavírus poderia representar um "evento catastrófico".
Há cerca de dois meses, o presidente adotou postura cética em relação à doença e à necessidade de medidas para a contenção da disseminação da COVID-19. Em entrevista à CNN, o médico imunologista Anthony Fauci, que integra a força-tarefa americana contra a pandemia, admitiu que ter iniciado antes medidas de distanciamento social "poderia ter salvo vidas".
Os Estados Unidos estão a pouco mais de seis meses das eleições presidenciais. Donald Trump é candidato à reeleição pelos republicanos. Nesta semana, com a desistência do senador Bernie Sanders, os democratas se uniram em torno do nome do ex-vice-presidente Joe Biden. Biden já criticou Trump por não "ouvir os médicos'.
CNN Brasil
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