O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) foi denunciado pela quinta vez pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) pelo suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos investigado na Operação Calvário. Na denúncia divulgada nesta quinta-feira (4), Ricardo é acusado de comandar uma organização criminosa instalada no Governo da Paraíba entre os anos de 2011 e 2018.
A defesa do ex-governador disse que não tomou conhecimento da denúncia e que só vai se pronunciar após conhecer o conteúdo do documento.
Assinada por procuradores membros do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPPB, a denúncia se trata da suposta corrupção em contratos firmados entre a Cruz Vermelha Brasileira com o governo do estado para gerir o Hospital de Trauma de João Pessoa.
Além de Ricardo Coutinho, também foram denunciados:
Todos os denunciados são acusados de participar no esquema e de crimes como corrupção passiva, crime de licitação e peculato. Na ação, o MPPB pede a condenação dos 13 denunciados além da perda de função pública, cargo, mandato ou emprego eletivo. É pedido também o ressarcimento aos cofres públicos paraibanos de mais de R$ 6,5 milhões, correspondente ao que teria sido desviado ilicitamente pelos acusados.
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Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Conforme o texto da denúncia, a Cruz Vermelha Brasileira chegou à Paraíba por meio do empresário Daniel Gomes, operador da CVB no Rio de Janeiro. Segundo o MP, ele foi apresentado ao então candidato a governador Ricardo Coutinho em 2010, por meio do ex-senador Ney Suassuna.
Em 2010, o empresário teria doado, por meio de um tio, R$ 200 mil para a campanha eleitoral de Ricardo. No ano seguinte, ele teria voltado ao estado para acertar o intuito de administrar o Hospital de Trauma de João Pessoa, por meio da gestão pactuada entre o estado e Organizações Sociais (OSs) no caso do Trauma, a Cruz Vermelha.
De acordo com a acusação, o modelo de gestão pública seria inédito na Paraíba e foi concretizado após prévio pagamento de propina e fraude no processo de dispensa de licitação. O esquema teria provocado prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos só nos contratos do Hospital de Trauma.
De acordo com a acusação, o modelo de gestão pública seria inédito na Paraíba e foi concretizado após prévio pagamento de propina e fraude no processo de dispensa de licitação. O esquema teria provocado prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos só nos contratos do Hospital de Trauma.
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