Os 100 dias iniciais de qualquer governante é o momento em que o mesmo avalia seu início de mandato, vê erros e acertos, e se prepara para analisar a metodologia que escolheu para dirigir os destinos de uma cidade, do país ou do estado. Esses 100 dias, segundo analistas, pode definir como será um governo ou se é necessário mudar de estratégias para se alcançar os objetivos administrativos. Nos 100 dias da prefeita Francisca Motta – PMDB, algumas questões devem ser analisadas:
1º - Ao assumir a Prefeitura Municipal de Patos, Francisca Motta recebeu uma “herança bendita”, pois seu maior cabo eleitoral (Nabor Wanderley – PMDB) não poderia ser taxado de ter repassado uma “herança maldita”. Nessa lógica, a prefeita tem omitido a transparência das contas públicas, desagradado servidores que buscam melhorias salariais e trabalhistas, além de demonstrar claramente que enfrenta dificuldades financeiras na sua gestão nesse início de governo. Dificuldades essas que são recentes e foram deixadas pelo ex-prefeito que tem pretensões de lançar-se candidato a deputado estadual nas eleições de 2014 e não pode ser apontado como irresponsável diante da gestão pública;
2º - Com um secretariado que tem sua composição aproximadamente toda formada por membros de confiança da antiga gestão, as únicas mudanças de fato aconteceram nos nomes da saúde e da infraestrutura. Nas demais apenas dança das cadeiras e um secretariado quase formado por mais do mesmo, e portando, fazendo o que se fazia antes, ou seja, quase nada e recebendo salários de R$ 7.000,00. Reflexo disso são ações que mais parecem jogo de mídia que projetos concretos no qual se busca melhorar a vida do povo. Destaque para STtrans que tem feitos esforços diante do complexo trânsito da cidade;
3º - Eleita com forte apelo na saúde, Francisca Motta, que nomeou sua filha para consolidar seu slogan nesse quesito, tem penado para dar respostas aos inúmeros problemas: Unidades de Saúde sem medicamentos, sem médicos e sem material de trabalho; falta de cumprimento nos direitos de insalubridade e adicional noturno para servidores; obras inacabadas; ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU com problemas e sendo necessária a retirada de ambulâncias das cidades vizinhas para dar apoio em Patos; material odontológico em falta; muitos médicos que se aproveitam da carência de profissionais para fazer seu próprio horário de trabalho sem respeitar normas e determinações; farmácia básica sem medicamentos; exames com atrasos de até um ano e etc.
4º - A rádio oficial do PMDB tem feito um jornalismo que não aceita críticas, em muitos casos, como o ocorrido nesta terça-feira, dia 09, o redator de um dos programas de maior audiência no horário jornalístico do meio dia, chegou a chamar o ouvinte de “fuleragem”. Isso porque o ouvinte questionou pontos da atual administração. Tratam qualquer um que faça críticas como inimigos e com isso a prefeita, através de sua concessão pública de rádio, demonstra a intolerância dos seus seguidores que acaba resvalando nela mesma. A ordem é: qualquer coisa que seja realizada pelo governo do estado é falha e merece ser rechaçada, e qualquer coisa que seja feita pelo município é merecedora dos mais ardorosos elogios e vicissitudes;
5º - Nesses 100 dias se observou que a chamada oposição busca mesmo é o cunho eleitoreiro e as benesses do poder. O principal grupo político, encabeçado pelo ex-prefeito Dinaldo Wanderley – DEM, não consegue ser participativo e assiste as coisas esperando o momento oportuno para subir ao palanque. Não emitem opinião, não aparecem nos movimentos organizados e se utilizam de meios de comunicação para expressar através de terceiros sua visão dos problemas que acontecem na cidade. Mas esse grupo tem seguidores fervorosos que nas campanhas causam estrago pela ausência de uma via que tenha poder para desafiar os que administram por anos a cidade de Patos.
Mas uma coisa é certa: Francisca Motta é a prefeita de Patos, e amanhã, como diz o poeta, tudo pode acontecer, inclusive nada. E as coisas continuarão exatamente como estão.
Por Jozivan Antero
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