Durante entrevista concedida na cidade de Patos, nesta sexta-feira (28), o pré-candidato a Governador da Paraíba nas Eleições 2014, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) destacou a importância, para as oposições, de uma coligação com o Partido dos Trabalhadores – PT já no primeiro turno. Veneziano também comentou a pesquisa Consult, publicada esta semana, e reafirmou a sua confiança na vitória em outubro.
Ele iniciou fazendo um histórico da relação PMDB-PT em níveis nacional, estadual e municipal, durante sua administração em Campina Grande. “Nossa relação com o PT é muito mais fácil, até pelo tempo de convivência, do que se possa imaginar. O PT esteve com o PMDB em duas eleições com o presidente Lula, com a presidente Dilma, nas eleições estaduais, desde 2002, aqui na Paraíba, com Roberto Paulino, e com Maranhão em duas ocasiões; conviveu comigo em Campina Grande, e durante sete anos e meio nós fizemos um trabalho de mais de três mil obras e ações com a presença e a marca do PT e com as ajudas e viabilizações do governo federal, que foram indispensáveis”.
Ele lembrou que os dois partidos também estão unidos em outras cidades paraibanas e citou Patos como exemplo. “O PT é parceiro aqui em Patos com o PMDB, ao lado da prefeita Francisca Motta, enfim, tudo isso facilita. As executivas do PT e do PMDB trabalham o maior número de unidades nas quais, ambas as legendas estejam juntas”.
Veneziano disse ser natural que em alguns estados PT e PMDB não se unam, mas que na maioria a união é possível, como na Paraíba. “Em alguns casos não será possível. No Rio de Janeiro o PT tem sua candidatura e o PMDB deverá ter a sua; no Rio Grande do Sul, da mesma forma; no Piauí, idem. Mas em maior número de unidades da federação nós estamos fazendo esse esforço para que o palanque seja o mesmo, o que vai favorecer o palanque a presidente Dilma e obviamente fortalecer as disputas estaduais”.
Processo Natural – Veneziano afirmou que os entendimentos estão ocorrendo para que a união das duas legendas ocorra naturalmente, sem imposições de ambas as partes. “É bom que se diga e eu fiz questão, mais uma vez, ao lado do prefeito Luciano Cartaxo (João Pessoa), do atual presidente estadual e do secretário geral do partido de dizer: não haverá imposições. Vamos trabalhar uma composição de maneira natural, espontânea”.
Segundo ele, só uma união natural, sem imposições, surtirá o efeito esperado. “Não haverá casamento, relação de amizade, unidade que se dê, senão pela forma espontânea. Se você artificializar acontece o que aconteceu entre Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima, que foi uma grande invenção, uma grande artificialização, em 2010”.
Ele lembrou que o PSDB, que quer se apresentar como oposição, é uma dissidência, pois a verdadeira oposição é o PMDB. “Ambos se aproveitaram durante três anos e dois meses, e não me venham dizer agora que o PSDB é oposição a Ricardo Coutinho. Só agora? Cabe aos nossos amigos terem em mente quem, de fato, representou e representa a verdadeira oposição a este modelo que aí está e, a mim me parece, não responde pelas expectativa maiores”. Veneziano lembrou que 54% das pessoas ouvidas pela Consult reprovam o governo do PSB, “já partindo para o final da gestão”.
Veneziano disse que tem tratado a aproximação ente PMDB e PT “com naturalidade, conversando, mostrando as razões pelas quais podemos estar unidos, mostrando as grandes conquistas que PT e PMDB fizeram e também fazendo o reconhecimento pelas lacunas, as falhas, as necessidades de correções, isso é inevitável, a própria presidente Dilma sabe que enfrentará questionamentos e perguntas direcionadas a essas lacunas, a essas falhas, às correções que precisam ser feitas”.
Ele reafirmou sua convicção na coligação com o PT e numa vitória no mês de outubro. “Acredito piamente que no dia 12 de abril esse fato novo ocorrerá, porque nesses últimos 30 dias ocorreu uma polarização entre ambos, que são iguais, que estiveram juntos desde 2010 e que por razões, algumas conhecidas pelos senhores jornalistas, outras conhecidas dos senhores e senhoras, do grande público da Paraíba e outras que não são conhecidas por nós, se separaram. Só não foi pelo interesse coletivo maior”.
Veneziano resumiu dizendo que a oposição deverá crescer mais, daqui pra frente, enquanto que PSDB e PSB estacionarão nas próximas pesquisas. “Essa é a leitura que eu faço: ambos já chegaram aos seus patamares e a oposição é que tenderá a crescer, no instante em que as demais outras legendas se fizerem juntas ao projeto do PMDB”.
Veja o vídeo da entrevista:
Assessoria
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