O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, opinou pela inelegibilidade da prefeita de Pombal, Polyanna Dutra. O parecer foi dado no Recurso Extraordinário nº 758461 ajuizado pela prefeita no Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de barrar sua candidatura nas eleições de 2012. O que se discute no processo é se a reeleição de Polyanna representaria um terceiro mandato consecutivo de um mesmo núcleo familiar.
Ela foi casada com Jairo Feitosa, prefeito de Pombal nas eleições de 2004, que veio a falecer no curso do mandato em um acidente automobilístico. Ele foi substituído pelo vice-prefeito Ugo Ugulino Lopes, que na eleição seguinte (2008) disputou contra Polyanna, sendo derrotado por uma diferença de 816 votos. Na eleição de 2012, a prefeita foi reeleita com 50,39% dos votos. Mesmo ganhando as eleições, ela teve o registro indeferido pelo TSE e se mantém no cargo por força de uma liminar concedida pelo STF.
A defesa da prefeita argumenta que o caso dela não se enquadra na hipótese de um terceiro mandato consecutivo do mesmo grupo familiar, já que o marido faleceu um ano e quatro meses antes do término do mandato. Alega ainda que o vice-prefeito foi seu adversário na eleição de 2008, demonstrando não haver qualquer vinculação com o grupo político que um dia foi liderado por seu ex-marido.
Ao dar parecer sobre o caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, destacou que a dissolução do vínculo conjugal pela morte do marido não afasta a inelegibilidade, pois haveria a continuidade do mesmo núcleo familiar no terceiro mandato consecutivo. Segundo ele, este foi entendimento do TSE ao negar o registro de sua candidatura. Diz o acórdão do TSE, destacado no parecer do MPF: “a recorrente pôde se candidatar e foi eleita em 2008 porque já era, no caso, uma reeleição do mesmo núcleo familiar; em 2012, seria o terceiro mandato do mesmo grupo familiar, independentemente de uma fatalidade, a morte do cônjuge”.
O Supremo já havia reconhecido a existência de repercussão geral na matéria. O caso tem como relator o ministro Teori Zavascki, que após receber o parecer do Ministério Público, deve levar o processo para julgamento pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.
Fonte - Lenilson Guedes - Jornal da Paraíba
De volta! Vereador Marco Cesar confirma retorno à Câmara de Patos após exoneração da Secretaria de Articulação Política
Sucessão Jacob Souto terá quase dois anos e nove meses de mandato e mais de dois anos e meio para viabilizar seu nome para 2028
Eleições 2026 Eleições 2026: veja as principais datas do calendário eleitoral
Eleições 2026 Lucas Ribeiro diz que escolha de vice será definida após janela partidária e prioriza nome comprometido com a Paraíba
ASSISTÊNCIA SOCIAL São José do Bonfim mais uma vez distribui cestas de jejum da Semana Santa
Eleições 2026 Hugo Motta defende construção gradual de vice na chapa com Lucas Ribeiro e diz que escolha será debatida com aliados
Transição Lucas Ribeiro destaca legado de Nabor e demonstra confiança em Jacob
Sem mudanças Jacob Souto sinaliza continuidade na gestão e diz que mudanças no secretariado serão pontuais, se necessárias: “Time que ganha não se mexe”
POSSE OFICIAL Câmara dá posse ao vice-prefeito Jacob após renúncia de Nabor Mín. 22° Máx. 34°