A Maternidade Peregrino Filho, em de Patos,sofrerá uma intervenção do Estado para garantir o funcionamento.
A informação foi dada pelo presidente do Conselho Regional de Medicina na Paraíba (CRM-PB), Roberto Magliano, que constatou, na quinta-feira (21), falta de medicamentos e insumos na unidade, o que poderia causar a interdição.
Segundo o presidente do CRM-PB, os problemas na maternidade começaram no fim do ano passado quando a empresa responsável pela gestão da unidade deixou de comprar medicamentos e pagar aos funcionários, que já acumulam quatro meses de salários atrasados.
“A empresa estava recebendo do Estado, mas não pagava os salários dos funcionários, pois estava com processo judicial de penhora, o que a deixou sem dinheiro. Hoje estivemos no Tribunal de Contas (TCE) em uma reunião e ficou pactuado que a situação possivelmente vai ser resolvida de maneira emergencial com uma intervenção no hospital, com nomeação de um interventor e criação de uma conta para pagamento de fornecedores e profissionais que lá trabalham”, contou Roberto Magliano.
O atual diretor da Maternidade, Umberto Júnior, admitiu os problemas e relatou que o contrato entre o Estado e a empresa terminou em fevereiro. Agora, em situação emergencial, a Saúde Estadual irá enviar medicamentos para a maternidade.
“Os problemas existem, tanto de insumos como de salários. A Secretaria de Saúde está enviando alguns medicamentos e materiais para que o atendimento não sofra nenhum tipo de interrupção. O contrato com a empresa terminou em fevereiro e deverá ser feita uma nova licitação para que uma nova empresa assuma a administração da maternidade”, disse o diretor.
Portal 40 Graus com Halaz Azevedo
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