
Surgiu na redes sociais comentários de supostos funcionários de unidades de saúde de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, de que pacientes infectados pela coronavírus com sintomas graves da doença, estariam esperando vaga de leito dentro de ambulância, na frente da Unidade de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dra. Valéria Macambira Guedes e também do Hospital Regional de Cajazeiras (HRC). Os diretores das duas unidades se pronunciaram sobre os comentários.
A diretora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cajazeiras, Raianne Medeiros, emitiu uma nota a imprensa onde esclareceu boatos que se espalharam nas redes sociais, de que várias ambulâncias estariam chegando na UPA com pacientes graves com Covid-19, e da mesma forma uma grande quantidade de carros de funerários deixando a unidade com pessoas mortas.
De acordo com a nota – “é sabido por todos a pandemia teve nestes últimos dias um grande aumento nos casos de infectados, nenhum momento queremos ocultar a existência desta crescente, pelo contrário a Unidade está buscando meios juntamente com Hospital Regional de Cajazeiras e Secretaria de Estado da Saúde para ampliar a nossa rede de apoio e assim proporcionar melhores condições de atendimento aos que necessitam dos serviços de urgência e emergência ofertados pela UPA. Há mais admissões de pacientes na ALA COVID da instituição em virtude da maior
exposição populacional ao vírus, embora ainda estejamos trabalhando dentro de nossa capacidade normal”, explicou a diretora da UPA.
O diretor do Hospital de Cajazeiras, Manoel Telamo, também se pronunciou diante dos boatos e afirmou que ter pacientes na UPA aguardando para dar entrada é um processo normal, pois o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e outras unidades hospitalares da região levam pacientes para a unidade.

HRC é referência para a Covid-19. (Foto: Divulgação)
E que logo que chegam a UPA são atendidos com base no perfil dos sintomas e casos mais graves são encaminhados para o Hospital de Regional de Cajazeiras com a vaga já disponível. Mas caso ocorra de não ter o leito, o paciente então é transferido para outra unidade de referência da região. “No momento todos os pacientes estão sendo regulados se o regional não tiver vaga o paciente vai para onde tiver. Como inclusive ocorreu na última segunda-feira (15), que três pacientes foram transferidos para outra unidade, não ficaram morrendo na ambulância ou esperando um morrer para ser atendido”, frisou Manoel Telamo.
Diário do Sertão
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