
A privatização da Eletrobras foi aprovada pela Câmara dos Deputados. A votação foi realizada em sessão extraordinária nesta segunda-feira (21) e registrou 258 votos a favor e 136 contra a proposta. O texto agora segue para sanção presidencial.
A Medida Provisória 1031/21 havia voltado para a Casa após ser aprovada com alterações no Senado Federal. Deputados avaliaram as 28 emendas dos senadores e concluíram o texto, que perderia a validade se não fosse apreciado até esta terça-feira (22).
O processo de desestatização da Eletrobras permite que a empresa venda ações na bolsa de valores para diminuir a participação acionária da União, que não poderá comandar o conselho da empresa, mas terá poder de veto sobre as decisões consideradas estratégicas para o País, conceito chamado no mercado de golden share. Atualmente, a empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia responde por 30% da energia gerada em território nacional.
A MP possui dispositivos que preveem a contratação de energia de reserva de termelétricas movidas a gás natural, mesmo em regiões ainda não abastecidas por gasoduto. Compras previstas para os anos de 2026 a 2030 devem privilegiar o consumo de gás natural de diferentes regiões do Brasil.
Para defensores do projeto, a desestatização possibilitará um aumento de eficiência no setor elétrico, com diminuição dos custos do governo e aumento de investimentos. Segundo o deputado Elmar Nascimento (DEM/BA), relator do texto, entre 2011 e 2019 esses valores caíram de R$ 10 bilhões para 3,3 bilhões, anualmente.
Na visão do deputado Hugo Motta (Republicanos/PB), com a privatização, o Brasil pode enfrentar o desafio de expandir a matriz energética. “Nós temos visto isso nos últimos anos, principalmente com o avanço de projetos de energia limpa, de energia eólica, energia solar. E a Eletrobras, com esse processo de capitalização, terá condições de poder, com o investimento do capital privado, fazer e participar dos investimentos em energia e dos leilões, que já há algum tempo ela não participa devido a sua limitação financeira”.
Motta ressalta que, antes, a Eletrobras enfrentava barreiras financeiras por conta das limitações do teto de gastos públicos. “Com essa capitalização, nós vamos ter uma empresa mais forte, mais robusta, competitiva. O Brasil ganhará com esse projeto e é por isso que nós temos a convicção de que a aprovação desse relatório representará um grande avanço para o nosso país”, declarou.
O deputado Ricardo Barros (PP/PR) também votou a favor da proposta, avaliando que críticas dos opositores não tinham embasamentos técnicos. “Essa medida não aumenta o preço da energia elétrica, isso é uma falácia. Pelo contrário, teremos mais investimento, mais geração de empregos, mais competência no sistema e, obviamente, teremos mais capacidade de atender inúmeros locais onde hoje é difícil o acesso da energia. Esta medida provisória privilegia muito a Amazônia, que é o local onde nós temos mais dificuldade de fornecimento”.
Fonte: Brasil 61
HOMENAGEM ÀS MÃES Prefeitura de São José do Bonfim encerra programação do “Café das Mães” com homenagens nas comunidades
18 DE MAIO “Nenhuma criança pode crescer com medo”: Francisca Motta destaca ações de proteção à infância
NOVA INDICAÇÃO Após rejeição no Senado, Lula sinaliza a aliados nova indicação de Messias ao STF
FESTIVAL DO FRIO Prefeitura de Matureia anuncia novas atrações para edição 2026 do Festival do Frio
JUSTIÇA ELEITORAL Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro intensificam disputa no TSE; ações por propaganda antecipada disparam em 2026
Opoinião Presidente da OAB-PB defende indicação de mulher negra para vaga no STF
CONGRESSO NACIONAL Hugo Motta diz que pedido de CPI do Banco Master seguirá “tratamento regimental”
AÇÃO SOLIDÁRIA Prefeito Heitor Campos entrega cadeira de rodas para moradora de Cacimba de Areia
CORRIDA PRESIDENCIAL Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 45% no segundo turno, em pesquisa do Datafolha Mín. 20° Máx. 33°