
Enviado nesta terça-feira (31) ao Congresso Nacional, o Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022 destina R$ 2,128 bilhões ao fundo eleitoral, que será usado pelos partidos na campanha eleitoral do próximo ano, informou o secretário de Orçamento Federal do Ministério da Economia, Ariosto Culau.

Pelo projeto, a quantia fica praticamente igual à de 2020, quando o fundo eleitoral para as eleições municipais ficou em R$ 2 bilhões. No entanto, o valor deverá ser negociado com os parlamentares durante a tramitação do PLOA no Congresso.
Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro vetou o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 que reservava R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral. O Congresso Nacional ainda pode derrubar o veto.
Criado em 2017, o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas é formado com recursos do Orçamento e substitui o financiamento privado de campanhas eleitorais. O financiamento público passou a vigorar após Supremo Tribunal Federal (STF) declarar inconstitucionais as doações de empresas a candidatos.
Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definir um piso para o fundo a cada eleição, com base em parâmetros previstos em lei. No entanto, o Congresso pode elevar o valor durante a tramitação do Orçamento.
Sem concursos federais há três anos, o governo pretende contratar 41,7 mil novos servidores em 2022, informou o secretário de Orçamento Federal. Segundo ele, as contratações serão para recompor a força de trabalho que se aposentou ou morreu nos últimos anos.
“Temos um volume grande para agências reguladores e para o Ministério da Educação. Não houve espaço no orçamento para reajustes, apenas recomposição da força de trabalho”, declarou Culau.
Segundo o secretário especial de Orçamento e Tesouro, Bruno Funchal, a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia tem feito estudos, que apontaram a necessidade de “algum concurso” para recompor a demanda represada em diversos órgãos.
Apesar da previsão de retorno dos concursos públicos, o PLOA 2022 não tem previsão de reajuste para o funcionalismo público federal, disse Funchal. Ele, no entanto, informou que isso pode mudar caso o parcelamento dos precatórios (dívidas do governo reconhecidas em definitivo pela Justiça) seja aprovado, criando espaço no teto federal de gastos.
“O Orçamento já está muito apertado, mas tendo algum tipo de mudança por conta do que está em discussão sobre o pagamento de precatórios, vão ser definidas as prioridades [com base no espaço que seria aberto]. Outras discussões serão feitas ao longo do processo orçamentário”, explicou.
Edição: Denise Griesinger / Agência Brasil
ECONOMIA Dívida pública federal cresce 0,04% e vai a R$ 9,29 trilhões em agosto, diz Tesouro Nacional
ELEIÇÕES Francisca Motta participa do ‘Bora Lula’ em Patos e defende continuidade da parceria entre Lula e a Paraíba
ELEIÇÕES 2026 Cicinho Lima reúne apoiadores em motociata pelas ruas de Patos
POLÍTICA Depois de ouvir mulheres pela Paraíba, Érika chega à reta final com propostas construídas a partir das ruas
CASO MASTER Gilmar quer suspender julgamento ligado ao Master até STF mapear ministros citados
ELEIÇÕES 2026 Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico no 2º turno, com 42%
ELEIÇÕES 2026 Efraim Filho agradece a Campina Grande após carreata ao lado de Bruno Cunha Lima
ELEIÇÕES 2026 Flávio Bolsonaro acusa integrantes da CNBB de ajudar a espalhar fake news sobre Nossa Senhora; entidade rebate: “mentira não se combate com outra mentira”
ELEIÇÕES 2026 Patos soma 29 denúncias de irregularidades eleitorais na Paraíba; região também aparece entre os registros Mín. 22° Máx. 36°